MANEJO TERAPÊUTICO DO LINFOMA DE HODGKIN
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-097Palavras-chave:
Saúde, Hematologia, Oncologia, Linfoma de Hodgkin, Manejo TerapêuticoResumo
Introdução: O Linfoma de Hodgkin é uma neoplasia que afeta os linfócitos B. Com os avanços nos tratamentos de quimioterapia, a sobrevida dos pacientes a longo prazo melhorou. Porém, uma parcela ainda apresenta doença recidiva ou refrataria, além dos medicamentos provocarem efeitos adversos como o aumento da toxicidade. Objetivo: Sintetizar e analisar as evidências científicas mais recentes relacionadas ao manejo terapêutico do Linfoma de Hodgkin. Metodologia: Revisão bibliográfica narrativa, por meio de artigos constados na base de dados Pubmed, dos últimos cinco anos, redigidos integralmente. Resultados: O esquema ABVD é a combinação mais comum. Os fármacos Adriamicina, Bleomicina, Vimblastina e Dacarbazina embora contribuam com as elevadas chances de cura, também tem potencial tóxico. A Bleomicina pode afetar o sistema pulmonar, enquanto a Adriamicina pode afetar o sistema cardiovascular. Conclusão: A integração de biomarcadores moleculares e o aprimoramento das técnicas de imagem continuam sendo essenciais para refinar a seleção de pacientes para as novas terapias de alto custo, garantindo que o LH continue sendo uma das neoplasias mais curáveis da oncologia moderna.
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