REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO ALEITAMENTO MATERNO POR GESTANTES E PUÉRPERAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n2-008Palavras-chave:
Representação Social, Amamentação, Unidade Básica de Saúde, EnfermagemResumo
O período gestacional é um momento repleto de dúvidas, principalmente em primigestas, com isso se torna frequente o surgimento de incertezas quanto ao aleitamento materno devido a tantos mitos que existem e são passados por gerações. Esse estudo teve como objetivo avaliar as representações sociais do aleitamento materno por gestantes e puérperas na Atenção Primária à Saúde dos municípios de Pancas-ES e Colatina-ES. Trata-se de um estudo observacional, descritivo, transversal, de abordagem qualitativa, o qual as participantes de pesquisa foram gestantes que realizam pré-natal em Unidade Básica de Saúde (UBS) dos municípios supra citados, e também puérperas. Para coleta de dados, foram realizadas entrevistas gravadas utilizando como roteiro um formulário semiestruturado. Para análise dos resultados, os dados qualitativos foram tratados após a aplicação das entrevistas gravadas, sendo estas digitalizadas, transcritas para análises semânticas das informações e extraídas as evocações, as quais foram elucidadas por meio do software openEVOC 0.92, processando o provável núcleo central e sistema periférico da representação social do grupo participante da pesquisa. Os resultados evidenciaram que os termos centrais “amor”, “medo” e “saúde” refletem uma percepção ambivalente sobre a amamentação, vista como um ato de afeto e cuidado, mas sendo permeado por inseguranças e angústias. Destacou-se a necessidade de intensificação das ações educativas na Atenção Primária à Saúde, com ênfase no papel do enfermeiro e da equipe multiprofissional, visando qualificar o acompanhamento, oferecer apoio contínuo e desmistificar crenças que fragilizam a prática.
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