TODO “MUNDO” É BANTU SIM SENHOR!
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n1-002Palavras-chave:
Bantu, Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil, MundoResumo
Este artigo tem como objeto de pesquisa parte dos povos denominados Bantu, oriundos da África Centro-Ocidental, e posteriormente da África Oriental, regiões subsaarianas, abaixo da linha do Equador. Haja vista, ter sido a primeira vertente negra absorvida pela Diáspora Atlântica. No Brasil, o povo bantu foi distribuído por várias regiões, principalmente, pelos portos do sudeste, com destaque para o Rio de Janeiro, privilegiando a Baixada Fluminense, haja vista, a sua formação, majoritariamente banta. Dessa forma, o objetivo geral é provocar, a sociedade mundial mergulhar no passado para através do Continente Africano e a Diáspora Atlântica, conhecer a si mesma, haja vista, a teoria darwinista afirmar, o surgimento do “homo sapiens”, precisamente, na região dos lagos, área demograficamente banta. Fato este reforçado por pesquisas diopianas quanto a melanina existente nos seres habitantes daquela área, por conta das condições climáticas. Então, ao realizar essa imersão no passado, desta feita, em ordem inversa, melhor dizendo, da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, Brasil, até chegar ao local de surgimento do ser inteligente (fazedor de coisas). Daí então, analisar por este ângulo para entender o porquê da afirmativa: “Todo o Mundo é Bantu Sim Senhor”. Pistas apontam para fatos que levam às tradições e referências culturais desse povo, terem sido fundamentais na construção da identidade brasileira. Esse conjunto de valores tradicionais e culturais permanece vivo no dia a dia das famílias, nos terreiros de candomblé, nas ruas, nos mercados, nas quadras das grandes, médias e pequenas escolas de samba, e nas avenidas de desfiles oficiais delas. Tudo isso, antes, durante e depois do carnaval ou em outros tipos de festas populares, bem como em qualquer outro lugar de concentração humana afrodescendente, principalmente por meio de sua linguagem, dança e musicalidade. Estas expressões, permanecem anônimas quanto aos seus países de origem. São generalizadas nas salas de aulas dessa região, bem como, em outras regiões do Brasil, apenas como negras ou africanas. Assim, a África, geográfica social e politicamente, é tratada como uma região descompromissada de qualquer olhar de solidariedade, e esquecem de que esta constitui-se como o “Berço Da Civilização”. A metodologia utilizada foi quali-quantitativa, com natureza descritiva, uma vez que se iniciou com a coleta e mensuração de dados demográficos da população africana específica, apoiada por seus estratos, a qual, trouxe a cultura religiosa dos povos bantos para o Brasil. O paradigma científico seguido, para realizar as escolhas metodológicas, foi o pragmático, o que permitiu facilitar a identificação e descrição da cultura religiosa dos povos bantos, na diáspora dos africanos escravizados, submetidos ao tráfico do Atlântico Sul. Os resultados esperados giram em torno do combate ao racismo, reconhecimento e valorização da identidade do negro bantu, por conta de ser o pioneiro na descendência do homo sapiens, na participação na construção do Brasil, e formação da língua brasileira, entre outras influências.
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