COMPARAÇÃO ENTRE TERAPIAS ANABÓLICAS E ANTI-REABSORTIVAS NA OSTEOPOROSE: EFICÁCIA ANTIFRATURA E PLANO TERAPÊUTICO
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n58-037Palavras-chave:
Osteoporose, Terapias Anabólicas, Terapias Antirreabsortivas, Prevenção de Fraturas, Tratamento da OsteoporoseResumo
A osteoporose é uma doença metabólica óssea caracterizada pela redução da densidade mineral óssea e pela deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, fatores que aumentam significativamente o risco de fraturas por fragilidade. Nesse contexto, diferentes abordagens farmacológicas têm sido utilizadas no tratamento da doença, destacando-se as terapias antirreabsortivas e as terapias anabólicas. O presente estudo teve como objetivo comparar a eficácia antifratura dessas terapias e discutir suas implicações na definição do plano terapêutico em pacientes com osteoporose. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO e ScienceDirect. Foram incluídos artigos publicados entre 2016 e 2026, disponíveis na íntegra, em português ou inglês, que abordassem a eficácia das terapias anabólicas e antirreabsortivas na prevenção de fraturas osteoporóticas. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 15 estudos científicos para compor a amostra final da revisão. Os resultados indicaram que as terapias antirreabsortivas permanecem amplamente utilizadas como tratamento inicial, devido à sua eficácia comprovada na redução do risco de fraturas vertebrais, não vertebrais e de quadril. Por outro lado, as terapias anabólicas têm demonstrado benefícios relevantes em pacientes com osteoporose grave ou com alto risco de fraturas, promovendo aumento mais expressivo da densidade mineral óssea. Além disso, evidências recentes sugerem que estratégias terapêuticas sequenciais, envolvendo o uso inicial de agentes anabólicos seguido por medicamentos antirreabsortivos, podem proporcionar melhores resultados clínicos. Conclui-se que ambas as classes terapêuticas desempenham papel importante no manejo da osteoporose, sendo fundamental a individualização do tratamento de acordo com o perfil clínico e o risco de fratura de cada paciente.
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