A TRANSIÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO ECOLÓGICA: TENDÊNCIAS INTERNACIONAIS E PERSPECTIVAS PARA O MERCADO BRASILEIRO E NORTE-AMERICANO
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv12n30-011Palavras-chave:
Construção Sustentável, Sustentabilidade Urbana, Inovação Ambiental, Mercado Imobiliário, Políticas PúblicasResumo
O artigo analisa a transição para a construção ecológica a partir de uma comparação entre as práticas adotadas no Brasil e nos Estados Unidos, destacando os principais desafios, oportunidades e tendências que definem o setor nos dois países. A pesquisa foi construída com base em uma revisão bibliográfica de textos científicos e institucionais publicados entre 2015 e 2022, permitindo identificar diferentes estágios de amadurecimento em relação à sustentabilidade no setor da construção civil. Enquanto os Estados Unidos apresentam políticas bem estruturadas, incentivos financeiros e avanços técnicos consolidados, o Brasil ainda encontra barreiras ligadas à regulação, acesso a tecnologias e cultura de mercado. O estudo também observa que a integração entre inovação, financiamento e formação profissional é determinante para a efetividade das transformações propostas. A metodologia adotada priorizou a análise crítica de produções nacionais com referências a autores reais, garantindo consistência teórica e profundidade na discussão. Os resultados indicam que, apesar das diferenças entre os países, há caminhos comuns que podem ser trilhados para tornar a construção civil mais eficiente, resiliente e ambientalmente responsável. No Brasil, a construção ecológica ainda não é uma realidade difundida, mas os elementos identificados ao longo do artigo apontam para um potencial significativo de crescimento, desde que haja alinhamento entre políticas públicas, iniciativas privadas e participação social. O texto reforça a importância de uma abordagem sistêmica e adaptada ao contexto local, propondo que a sustentabilidade seja incorporada como princípio estruturante e não como estratégia isolada. O estudo conclui que a construção ecológica não depende apenas de soluções técnicas, mas de um novo entendimento sobre desenvolvimento, qualidade de vida e responsabilidade com as gerações futuras.