O ROLA BOLA/ABANDONO DOCENTE VERSUS TEMPO LIVRE: UM RELATO DE EXPERIENCIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv16n51-037Palavras-chave:
Educação Física Escolar, Abandono Docente, Rola Bola, Tempo Livre, Reforçamento PositivoResumo
O artigo "O rola bola/abandono docente versus tempo livre: um relato de experiência", apresenta uma reflexão sobre o conceito de "tempo livre" como processo motivacional nas aulas de Educação Física no início do ensino fundamental. Inicialmente, o autor diferencia o "rola bola" - caracterizado pelo abandono do papel docente, quando o professor permite aos alunos fazerem o que quiserem, sem mediação pedagógica - do "tempo livre", que é estruturado como recompensa pelo cumprimento de metas estabelecidas em aula, fundamentando-se na Teoria do Reforçamento Positivo (TRP) de B.F. Skinner. O "tempo livre", segundo o relato, ocorre após a apresentação dos conteúdos e o alcance de metas qualitativas e quantitativas, sendo um momento em que os alunos escolhem entre atividades previamente definidas. O procedimento busca fortalecer comportamentos desejáveis, promover o reconhecimento social e adaptar as recompensas ao contexto dos alunos, sem abrir mão do papel educativo do professor. O autor destaca que, diferentemente do abandono docente, o "tempo livre" é condicionado ao desempenho e à participação dos estudantes, funcionando como reforço positivo e contribuindo para o engajamento e a autorregulação da turma. O artigo relata a operacionalização do "tempo livre" em quatro etapas: exposição das regras, definição das metas, vivência do tempo livre e reflexão final. O exemplo prático apresentado mostra que o tempo livre é variável conforme o desempenho da turma, promovendo disciplina, motivação e desenvolvimento motor e socioafetivo. O autor conclui que o "tempo livre", quando bem estruturado, pode ser uma estratégia pedagógica eficaz, desde que haja clareza no contrato pedagógico e respeito aos princípios da TRP, especialmente nas séries iniciais, onde a resposta dos alunos tende a ser mais gradual.
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