MANEJO TERAPÊUTICO DO TDAH: ABORDAGEM MULTIMODAL E ESTRATÉGIAS DE LONGO PRAZO
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n57-082Palavras-chave:
Abordagem Multimodal, Manejo Terapêutico, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, Sobrediagnóstico, Diagnóstico Diferencial, Intervenções Não FarmacológicasResumo
Introdução: O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica prevalente e persistente ao longo da vida, cujo manejo eficaz requer estratégias integradas. Esta revisão descritiva busca sintetizar evidências recentes sobre a abordagem multimodal no tratamento do TDAH, com foco no diagnóstico preciso e nas intervenções adaptadas às diferentes fases do ciclo vital. Método: Foi conduzida uma busca na base PubMed por artigos dos últimos cinco anos, utilizando termos MeSH relacionados a TDAH, tratamento e diagnóstico. Foram incluídos estudos em português, espanhol ou inglês que abordassem diretamente o manejo terapêutico multimodal. Resultados: A análise destaca: (1) o duplo desafio diagnóstico, oscilando entre o sobrediagnóstico em crianças e o subdiagnóstico em comorbidades como o TEA; (2) a eficácia de intervenções não farmacológicas, como exercício físico e ferramentas digitais, para melhorar sintomas e funções executivas; e (3) a necessidade de planejamento terapêutico individualizado em períodos críticos, como a gestação e o envelhecimento, ponderando riscos e benefícios. Conclusão: O manejo do TDAH exige uma abordagem multimodal e longitudinal que transcende a farmacoterapia isolada. A presente revisão reforça que o tratamento deve ser pautado por um diagnóstico criterioso para evitar tanto o sobretratamento em casos leves quanto o subdiagnóstico em populações vulneráveis. As evidências apontam o exercício físico e as intervenções digitais como estratégias não farmacológicas eficazes e promissoras. Destaca-se, ainda, a importância de adaptar as condutas às especificidades de fases como o período perinatal e a velhice, onde o equilíbrio entre riscos e benefícios das intervenções farmacológicas exige prudência. A integração de psicoeducação, suporte comportamental e acompanhamento clínico contínuo é fundamental para promover ganhos funcionais duradouros e qualidade de vida ao longo de todo o ciclo vital.
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Referências
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