FORMAÇÃO DE PROFESSORES: DIMENSÕES HISTÓRICAS, SUBJETIVAS E POLÍTICAS NA CONSTRUÇÃO DO TRABALHO DOCENTE
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv16n54-103Palavras-chave:
Humanização na Educação, Subjetividade Docente, Políticas Educacionais, Formação de ProfessoresResumo
Esta pesquisa analisa a complexidade do processo formativo docente, destacando sua centralidade na educação brasileira contemporânea. Estruturado em três dimensões – humanização, subjetividade docente e políticas educacionais –, o estudo busca compreender como essas esferas se articulam para moldar a prática pedagógica, enfrentando desafios históricos e contemporâneos. A primeira dimensão aborda a escola como espaço de humanização, essencial na apropriação de conhecimentos científicos e culturais. Fundamentado na pedagogia histórico-crítica, defende a educação como mediadora de transformações humanas e sociais, promovendo o desenvolvimento do pensamento crítico. A segunda dimensão explora a subjetividade docente, ressaltando a importância das histórias de vida, experiências e identidades dos professores. A formação ultrapassa o caráter técnico, promovendo a autonomia e a autoformação em um contexto marcado pelas contradições do capitalismo. A terceira dimensão analisa os impactos das políticas educacionais contemporâneas, como a BNCC e avaliações externas. Tais políticas refletem uma lógica gerencialista e tecnicista, que padroniza o ensino, precariza a formação docente e reduz a autonomia pedagógica, dificultando práticas inovadoras e emancipatórias. O trabalho enfatiza a necessidade de uma formação docente que integre aspectos técnicos e subjetivos, visando uma educação crítica e transformadora. Conclui-se que, para superar os limites impostos pelas políticas hegemônicas, é imprescindível promover uma formação intencional e humanizadora, que valorize a subjetividade dos professores e reafirme a escola como espaço de transformação social e humana.
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