ANÁLISE DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE POR ESQUISTOSSOMOSE NO ESTADO DE ALAGOAS ENTRE 2019 E 2023
Palavras-chave:
Esquistossomose, Mortalidade, AlagoasResumo
Considerando a esquistossomose como um grave problema de saúde pública, especialmente no estado de Alagoas, onde fatores socioeconômicos e ambientais favorecem sua persistência, este estudo visa analisar o perfil epidemiológico da mortalidade por essa doença entre os anos de 2019 e 2023. Objetiva-se compreender a distribuição dos óbitos segundo variáveis sociodemográficas como sexo, faixa etária, cor/raça e escolaridade, a fim de subsidiar políticas de prevenção e controle. Para tanto, procede-se à realização de uma pesquisa epidemiológica, descritiva e quantitativa, utilizando dados secundários obtidos do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM/DATASUS). Os dados foram organizados em planilhas e analisados por meio de frequências absolutas e relativas. Desse modo, observa-se que houve 215 óbitos no período analisado, com maior concentração entre indivíduos pardos, de baixa escolaridade e com idades mais avançadas, sendo o ano de 2022 o mais crítico em número de mortes. O que permite concluir que a mortalidade por esquistossomose em Alagoas está fortemente associada à desigualdade social e à vulnerabilidade de populações específicas, exigindo intervenções integradas que envolvam vigilância epidemiológica, saneamento básico, educação em saúde e acesso equitativo aos serviços de saúde.
DOI: https://doi.org/10.56238/edimpacto2025.060-022