AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS SÉRICOS DE BETA-HIDROXIBUTIRATO COMO MARCADOR DIAGNÓSTICO PRECOCE DA CETOACIDOSE DIABÉTICA

Autores

  • João Pedro Castelão Reggiani Autor
  • Bianca Fernandes Rêgo Autor
  • Rafaela Freitas da Silva Santos Autor
  • Isadora Oliveira Moreira Autor
  • Joseane Oliveira Braga Nascimento Autor
  • Camila de Britto Cunha Cockeis Guimarães Autor
  • Lis Armede de Matos Autor
  • Daniela Linhares Lima de Oliveira Autor
  • Thaila Lima Setubal Autor
  • Maria Fernanda Seixas Oliveira Autor
  • Isabela Coqueiro da Silva Autor
  • Samatha Habib Miguel Bomfim Ferreira Autor
  • Thays Pessoa Tanajura Autor
  • Anna Caroline Menezes Vasconcelos Negreiros Autor
  • Rafaella Dantas de Carvalho Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/edimpacto2025.028-009

Palavras-chave:

Cetoacidose Diabética, β-hidroxibutirato, Ponto de Cuidado, Diagnóstico, Revisão Integrativa

Resumo

A cetoacidose diabética (CAD) continua a representar uma urgência metabólica de elevada letalidade quando não reconhecida precocemente. Esta revisão integrativa, conduzida segundo o PRISMA-2020, buscou avaliar a acurácia diagnóstica, o valor prognóstico e as exigências analíticas da dosagem sanguínea de β-hidroxibutirato (BHB) no manejo da CAD. Foram pesquisadas as bases PubMed, Scopus, Web of Science, Embase, SciELO e LILACS (janeiro / 2015 – junho / 2025); 312 registros foram identificados e, após triagem, 5 estudos preencheram integralmente os critérios de inclusão. O conjunto analisado abrangeu ensaios de acurácia, coortes prospectivas e retrospectivas, além de uma revisão sistemática, totalizando mais de 1 200 episódios de CAD. A meta-agregação exploratória de todos os cinco estudos indicou AUC combinada de 0,93 (IC95 %: 0,90–0,96) para o limiar diagnóstico BHB ≥ 3 mmol/L, com sensibilidade e especificidade superiores a 90 %. Em pediatria, corte de 5,3 mmol/L maximizou especificidade (96,4 %), enquanto BHB < 1,5 mmol/L antecipou em média 2,5 h a resolução bioquímica. Em contexto ambulatorial, picos repetidos ≥ 0,8 mmol/L duplicaram o risco de CAD em usuários de inibidores de SGLT2. Estudos metodológicos indicaram que medidores devem operar com coeficiente de variação ≤ 9,1 % para monitorar quedas terapêuticas de 0,5 mmol/L/h. Conclui-se que o BHB é marcador robusto para diagnóstico, desfecho e prevenção da CAD, devendo substituir a cetonúria nos protocolos clínicos e ser integrado a estratégias de telemonitorização.

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Publicado

2025-09-08

Como Citar

Reggiani, J. P. C., Rêgo, B. F., Santos, R. F. da S., Moreira, I. O., Nascimento, J. O. B., Guimarães, C. de B. C. C., de Matos, L. A., de Oliveira, D. L. L., Setubal, T. L. ., Oliveira, M. F. S., da Silva, I. C., Ferreira, S. H. M. B., Tanajura , T. P., Negreiros, A. C. M. V., & de Carvalho, R. D. (2025). AVALIAÇÃO DOS NÍVEIS SÉRICOS DE BETA-HIDROXIBUTIRATO COMO MARCADOR DIAGNÓSTICO PRECOCE DA CETOACIDOSE DIABÉTICA. Editora Impacto Científico, 83-96. https://doi.org/10.56238/edimpacto2025.028-009