CULTIVO DE LUDWIGIA PERUVIANA EM SOLO COM ALTOS NÍVEIS DE NÍQUEL
Palavras-chave:
Ludwigia peruviana, Níquel, Fitorremediação, Metais PesadosResumo
Este estudo avaliou o cultivo de Ludwigia peruviana em solo contaminado com níquel (Ni), um micronutriente classificado como metal pesado (MP) que se torna tóxico em altas concentrações. O excesso de níquel representa riscos tanto à saúde humana quanto ao meio ambiente. Foram avaliadas cinco condições, utilizando diferentes proporções de solo contaminado e substrato (0:100, 25:75, 50:50, 75:25 e 100:0), com dez repetições por tratamento e uma planta por vaso. O período de cultivo foi de 14 semanas em casa de vegetação, sob condições controladas de temperatura e umidade. Ao longo dos experimentos, o crescimento das plantas e o teor de clorofila foram monitorados semanalmente, enquanto a produção de flores foi registrada diariamente. Ao final do experimento, analisaram-se o comprimento das raízes, a massa seca total e as concentrações de metais em diferentes tecidos vegetais. Os resultados indicaram que L. peruviana apresentou baixa absorção de Ni, acumulando apenas pequenas quantidades nas raízes sob menores níveis de contaminação. Além disso, a exposição ao excesso de Ni afetou negativamente o crescimento das plantas, a brotação, o teor de clorofila, a massa seca total, o comprimento das raízes e o desenvolvimento reprodutivo. Esses achados sugerem que L. peruviana não é adequada para a fitorremediação de áreas contaminadas por Ni. Entretanto, devido à sua capacidade de se desenvolver em solos compactados e pobres em nutrientes, essa espécie pode ser valiosa como bioindicadora e em programas de revegetação de áreas degradadas.