MULHERES E A ESCOLHA DE NÃO MATERNAR: ENTRE O DESEJO E A LIBERDADE
Palavras-chave:
Maternidade, Mulheres, Filhos, DecisãoResumo
As mulheres que escolhem não ter filhos desafiam padrões convencionais que associam feminilidade à maternidade, reivindicando novas definições para o que significa ser mulher. A escolha, frequentemente cercada por estigmas e pressões sociais, é afetada por experiências pessoais, aspectos profissionais e emocionais, além do anseio por liberdade individual. Com isso este estudo analisa os elementos individuais, culturais e sociais que influenciam as mulheres a decidirem não ter filhos, além dos efeitos dessa decisão na sociedade. O estudo explora as motivações individuais, as consequências psicológicas, as percepções de empoderamento e os obstáculos colocados pelas normas sociais convencionais de feminilidade e maternidade. Foram selecionados para a construção deste trabalho 14 trabalhos acadêmicos e 4 livros pesquisados e os resultados sugerem que a escolha de não ter filhos está ligada à procura por independência, satisfação pessoal e liberdade, muitas vezes contrapondo-se às pressões sociais e estigmatizações. Como resultado, foi possivel perceber que ao desmistificar a maternidade como um destino inevitável, essas mulheres fomentam uma reflexão importante sobre direitos reprodutivos, variedade de escolhas e a criação de uma sociedade mais inclusiva, na qual cada mulher possa viver sua trajetória de forma plena, independentemente de ter filhos ou não. Ademais, ressalta-se que essa opção leva a uma profunda reflexão sobre os papéis de gênero convencionais, expondo conflitos entre a identidade feminina e as expectativas da cultura. O suporte social e familiar tem um papel significativo na aceitação dessa escolha. Finalmente, entende-se que a experiência de não ser mãe é única, construída ao longo da vida, que desafia padrões históricos e auxilia na expansão dos conceitos de feminilidade.