MELHORAMENTO GENÉTICO EM MILHETOS PEQUENOS: UMA REVISÃO
Palavras-chave:
Cultivares Resilientes, Autogamia, Fenologia Reprodutiva, Sustentabilidade AgrícolaResumo
Os milhetos pequenos têm se destacado como culturas estratégicas para sistemas agrícolas de regiões semiáridas e de baixa produtividade, devido à elevada eficiência adaptativa, ao rápido ciclo e ao valor nutricional expressivo. A ampla diversidade genética presente nos diferentes grupos de milhetes oferece oportunidades relevantes para o desenvolvimento de cultivares mais estáveis, produtivas e tolerantes a estresses ambientais. Entretanto, a predominância da autogamia e a estrutura floral reduzida dificultam o cruzamento natural, tornando indispensável o uso de técnicas específicas de emasculação e hibridização para ampliar a recombinação genética. Nos últimos anos, avanços significativos em genômica, como o uso de marcadores SNP, seleção assistida e abordagens de análise genômica ampla, têm acelerado a identificação de alelos relacionados à tolerância ao estresse, capacidade produtiva e qualidade nutricional. Programas internacionais coordenados na Índia, África e por instituições como o ICRISAT têm expandido a base genética disponível, além de promover cultivares resilientes e adequadas a diferentes sistemas produtivos. Paralelamente, a crescente valorização socioeconômica desses cereais reforça seu papel emergente na segurança alimentar. Esta revisão integra aspectos biológicos, genéticos e aplicados, apresentando os principais avanços e perspectivas para o fortalecimento do melhoramento dos milhetos pequenos.