DESMATAMENTO, PERDA DE HABITAT E AUMENTO DE ZOONOSES
Palavras-chave:
Desmatamento, Perda de Habitat, Zoonoses, Saúde PúblicaResumo
O desmatamento em larga escala representa uma das mais profundas rupturas na relação entre humanidade e biosfera, desencadeando consequências que transcendem a perda de cobertura vegetal e alcançam dimensões epidemiológicas. A destruição de ecossistemas florestais elimina barreiras naturais que historicamente limitavam a circulação de patógenos entre fauna silvestre e populações humanas, criando condições propícias para eventos de spillover e emergência de zoonoses. Este estudo analisa a conexão entre desmatamento, perda de habitat e aumento de zoonoses, investigando os mecanismos ecológicos e epidemiológicos que transformam degradação ambiental em risco sanitário. A metodologia adota abordagem qualitativa de natureza descritiva e exploratória, fundamentada em revisão sistemática da literatura científica em bases de dados como Web of Science, Scopus, PubMed e SciELO, abrangendo publicações entre 2015 e 2025. Os resultados demonstram que regiões com taxas elevadas de conversão florestal apresentam correlação positiva com incidência de doenças infecciosas, evidenciando que a fragmentação de habitats favorece espécies reservatórias e vetores, intensificando o contato entre animais silvestres e humanos. As conclusões indicam que a proteção de florestas constitui estratégia essencial de prevenção de pandemias, exigindo integração urgente entre políticas de conservação e vigilância epidemiológica para mitigar riscos sanitários associados à degradação ambiental.