TOXOPLASMOSE EM PARQUE URBANO: ESTRATÉGIA EDUCATIVA PARA PROMOÇÃO DE SAÚDE E CONSERVAÇÃO DAS ESPÉCIES
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-153Palavras-chave:
Toxoplasmose, Primatas Não Humanos, Uma Só Saúde, Educação Ambiental, Parques PúblicosResumo
O presente trabalho descreve um projeto de extensão universitária desenvolvido no Bosque Rodrigues Alves Jardim Zoobotânico da Amazônia (BRAJZA), em Belém do Pará, com enfoque na toxoplasmose como estratégia de intervenção educativa voltada à promoção da saúde e à conservação da fauna silvestre. A iniciativa foi motivada por óbitos, ocorridos em 2022, de primatas não humanos do gênero Saimiri, confirmados laboratorialmente como casos de toxoplasmose aguda. A provável fonte de infecção foi associada ao abandono de um gato doméstico infectado no interior do parque, evidenciando a interface entre saúde animal, saúde ambiental e comportamento humano. O projeto integrou as atividades de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Saúde Animal na Amazônia (PPGSAAM), da Universidade Federal do Pará (UFPA), e foi executado entre maio e agosto de 2025, com participação da doutoranda e discentes de Medicina Veterinária. As ações contemplaram educação ambiental e sanitária direcionada ao público visitante, por meio de palestras, oficinas, teatro de fantoches, jogos interativos, histórias em quadrinhos, folders, banners, maquetes e criação de rede social com QR Code para ampliação do alcance informacional. Observou-se aumento da sensibilização quanto à posse responsável e aos riscos zoonóticos, fortalecimento da articulação universidade-parque e consolidação de um modelo educativo replicável. A avaliação ocorreu de forma contínua, mediante registros sistematizados e autoavaliação, evidenciando impacto positivo na formação acadêmica e na aproximação com a comunidade. O projeto reafirma a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, promovendo conhecimento acessível e responsabilidade socioambiental.
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