DIAGNÓSTICO DO TRANSTORNO DEPRESSIVO PERSISTENTE (DISTIMIA)

Autores

  • Alice Queiroz da Silva e Silva Autor
  • Alisom Brito dos Santos Autor
  • Rodrigo Dias Ferreira Autor
  • Jesus Said Fontes de Almeida Autor
  • Fernanda da Cunha Majeski Autor
  • Maicy Bastos Rodrigues Autor
  • Aline Pinto Viana Autor
  • João Pedro Rodrigues Correa Autor
  • Felipe Oliveira de Campos Almeida Prado Autor
  • Fábio Lima Evangelista Segundo Autor
  • Maria Clara Holanda Dumaresq Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n3-060

Palavras-chave:

Transtorno Depressivo Persistente, Distimia, Diagnóstico Clínico

Resumo

Introdução: O Transtorno Depressivo Persistente (TDP) caracteriza-se por um humor deprimido que dura a maior parte do tempo diário, e que persiste por 2 anos ou mais. Há diversas condições clínicas neurológicas e psiquiátricas que têm sintomas similares aos do TDM, o que leva à uma necessidade de formas de diferenciação diagnóstica entre tais patologias. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica de textos sobre diagnóstico de Transtorno Depressivo Persistente coletados do PUBMED, a partir dos descritores "Dysthymia", "Diagnosis" e "Treatment", combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR. Resultados e discussão: Os estudos apontaram para diferenças estruturais nos cérebros de pessoas com TDP em relação àqueles que não tinham essa condição. Além disso, nota-se que a apatia da demência frontotemporal (bvFTD) pode ser confundida com os sintomas do TDP, situação que pode ser resolvida com o uso de ressonância magnética estrutural e o PET-CT com fluorodesoxiglicose (FDG-PET), visto que  a preservação do metabolismo frontal e temporal em pacientes deprimidos contrasta com o hipometabolismo característico das demências. Conclusão: O TDP (distimia) é um quadro crônico que exige maior atenção e frequentemente é subdiagnosticado. O diagnóstico preciso é essencial e deve ser baseado em uma avaliação clínica detalhada, com conhecimento profundo dos fatores biológicos, psicológicos e sociais. O tratamento eficaz envolve intervenções psicoterapêuticas (particularmente TCC) combinadas com antidepressivos, quando necessário, sendo o diagnóstico precoce crucial para o prognóstico. Por fim, mais investigações científicas são necessárias para aprofundar a compreensão do transtorno.

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Publicado

2026-03-13

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

DA SILVA E SILVA, Alice Queiroz et al. DIAGNÓSTICO DO TRANSTORNO DEPRESSIVO PERSISTENTE (DISTIMIA). ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 3, p. e12509 , 2026. DOI: 10.56238/arev8n3-060. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/12509. Acesso em: 14 mar. 2026.