EUGENIA E ENGENHARIA GENÉTICA: UMA ANÁLISE ÉTICA A PARTIR DE HANS JONAS E MICHAEL SANDEL
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-030Palavras-chave:
Eugenia, Bioética, Engenharia Genética, Hans Jonas, Michael Sandel, Responsabilidade ÉticaResumo
O presente artigo analisa as implicações éticas da eugenia e das intervenções genéticas a partir das reflexões de Hans Jonas e Michael Sandel. O objetivo é discutir em que medida o avanço das biotecnologias, ao possibilitar a manipulação e o aperfeiçoamento genético humano, transforma o próprio ser humano em objeto da técnica. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica e filosófica, fundamentada principalmente nas obras dos autores mencionados. Inicialmente, apresenta-se o contexto histórico da eugenia e a distinção entre suas modalidades negativa e positiva. Em seguida, examina-se a especificidade da técnica biológica em comparação às técnicas tradicionais, destacando aspectos como imprevisibilidade, irreversibilidade, hereditariedade e o poder exercido pelas gerações presentes sobre as futuras. Por fim, discute-se a chamada eugenia liberal e seus riscos à liberdade, à autonomia e à diversidade humana. Conclui-se que, embora os avanços científicos ofereçam possibilidades terapêuticas relevantes, a manipulação genética orientada pelo ideal de aperfeiçoamento humano exige prudência e responsabilidade ética, sob o risco de comprometer a liberdade e a própria constituição do humano.
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Referências
JONAS, Hans. O princípio responsabilidade: ensaio para uma ética tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto; Ed. PUC-Rio, 2006.
JONAS, Hans. Técnica, medicina e ética: sobre a prática do princípio responsabilidade. São Paulo: Paulus, 2013.
SANDEL, Michael. Contra a perfeição: ética na era da engenharia genética. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013.