ASMA BRÔNQUICA: PROTOCOLOS DE CONTROLE E USO DE CORTICOSTEROIDES INALATÓRIOS EM PEDIATRIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-006Palavras-chave:
Asma Brônquica, Corticosteroides Inalatórios, Pediatria, Protocolos de Controle, Tratamento, Terapias BiológicasResumo
Introdução: A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, marcada por hiperresponsividade e obstrução variável do fluxo aéreo. Embora a maioria das crianças apresente formas leves ou moderadas, parte delas mantém controle inadequado, o que reforça a importância de avaliar criticamente os protocolos terapêuticos e o uso de corticoides inalatórios na população pediátrica. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, com coleta de dados a partir da busca dos descritores "Bronchial asthma", "Child", "Treatment" e "Diagnosis", na base de dados Pubmed. Foram selecionados artigos dos últimos cinco anos, com texto completo disponível nos idiomas português, inglês ou espanhol. Foram excluídos estudos duplicados, pesquisas que não contemplassem a pediatria, revisões sem critérios metodológicos claros e artigos não indexados na base referida. Resultados: O manejo da asma pediátrica é orientado pelo Teste de Controle da Asma (ACT), o qual direciona ajustes terapêuticos progressivos conforme o nível de controle. Os corticosteroides inalatórios configuram-se como base do tratamento, indicados desde os estágios leves, com associação a broncodilatadores de longa ação quando necessário. Nos casos graves não controlados, terapias biológicas demonstraram redução significativa de exacerbações e melhora da função pulmonar. Estratégias não farmacológicas, incluindo educação em saúde e reabilitação pulmonar, mostraram-se complementares ao tratamento farmacológico, contribuindo para melhor controle clínico. Conclusão: A asma brônquica em crianças possui impacto significativo na morbidade, qualidade de vida e custos em saúde. Os corticóides inalatórios foram considerados a terapia anti-inflamatória de primeira linha no tratamento de manutenção. Contudo, é necessário a vigilância quanto aos seus efeitos adversos, alinhado à implementação sistemática de protocolos assistenciais embasados em diretrizes nacionais e internacionais, intervenções educativas e atuação da equipe multidisciplinar para sucesso e adesão ao tratamento.
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