POTÊNCIA DE MEMBROS INFERIORES E VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS EM GINASTAS JOVENS: ANÁLISE DESCRITIVA E CORRELACIONAL POR TESTE DE SALTO VERTICAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n2-069Palavras-chave:
Ginástica Artística, Potência Muscular, Salto Vertical, Antropometria, Jovens AtletasResumo
A Ginástica Artística (GA) demanda elevada complexidade técnico-motora e integração de capacidades físicas, destacando-se a potência dos membros inferiores como componente essencial para a execução de saltos e elementos acrobáticos. Em atletas jovens, o desempenho físico é influenciado pelo desenvolvimento neuromuscular, pela maturação biológica e pela experiência prévia na modalidade. Entretanto, ainda são escassos os estudos nacionais que investigam, de forma conjunta, variáveis antropométricas, histórico esportivo e desempenho em testes de salto vertical em categorias de base. Assim, este estudo teve como objetivos: (a) descrever as características antropométricas e o histórico esportivo de ginastas jovens; (b) avaliar o desempenho em três tentativas de salto vertical; e (c) investigar as correlações entre idade, medidas corporais, experiência no esporte e desempenho nos saltos. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e correlacional, realizado com dados coletados em ambiente de treinamento esportivo, com a participação de sete ginastas do sexo feminino, com idades entre 10 e 14 anos. Foram analisadas as variáveis idade, peso corporal, estatura e índice de massa corporal (IMC), além de informações relacionadas ao histórico esportivo. A potência muscular dos membros inferiores foi estimada por meio de um protocolo de salto vertical composto por três tentativas consecutivas. Os resultados indicaram perfil antropométrico compatível com a faixa etária e valores médios de desempenho no salto com variação entre as tentativas, sugerindo possível efeito de aprendizagem e/ou início de fadiga. As análises correlacionais evidenciaram associações moderadas a fortes entre idade, peso corporal e estatura com o desempenho nos saltos, especialmente na terceira tentativa, enquanto o tempo de prática apresentou correlações fracas, embora positivas. Conclui-se que variáveis relacionadas ao crescimento e à maturação física exercem maior influência sobre o desempenho em salto vertical do que o tempo total de prática esportiva, reforçando a importância do monitoramento sistemático no treinamento de ginastas em formação.
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