FENÔMENOS PSICOLÓGICOS E PSICOSSOCIAIS EM SITUAÇÃO DE ABUSO E VIOLÊNCIA SEXUAL NA SEGUNDA INFÂNCIA DE USUÁRIOS DE SERVIÇOS DE INSTITUIÇÕES AMBULATORIAIS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n1-069Palavras-chave:
Segunda Infância, Violência e Abuso Sexual, Fenômenos Psicológicos e Psicossociais, Atuação do Psicólogo, Equipe Multidisciplinar, Serviços AmbulatoriaisResumo
O presente estudo tem por Objetivo Geral de pesquisa: Compreender como o abuso e a violência sexual na segunda infância de usuários de serviços de instituições ambulatoriais, influenciam em fenômenos psicológicos e psicossociais. O paradigma de pesquisa aqui adotado, se constrói dentro das orientações Metodológicas de Revisão Sistemática de Literatura, isto é, haverá execução de levantamento de descritores e de documentos, tendo como bases pré-existentes: sites, repositórios e outros. Foi adotado o seguinte critério: critérios de inclusão - seleção de estudos que abordaram o tema, ser um relato de pesquisa científica, ser publicado no âmbito nacional. A partir dos resultados e discussão, dentro das questões imbricadas às tipologias relacionadas à violência física, fenômenos psicossociais e psicológicos, estão no topo dos achados estatísticos que permeiam as denúncias que envolvem tanto crianças do sexo masculino quanto do feminino. As evidências analisadas indicam que as tipologias de abuso e violência sexual na segunda infância apresentam elevada incidência no Brasil, com maior prevalência entre crianças do gênero feminino, embora também acometam crianças do gênero masculino. Os dados de sistemas oficiais de notificação revelam maior vulnerabilidade na faixa etária entre 5 e 14 anos, frequentemente em contextos intrafamiliares, sendo que fatores como desigualdades regionais, fragilidade das redes de proteção e subnotificação, intensificada durante a pandemia de Covid-19, influenciam diretamente os índices registrados, reforçando a necessidade de estratégias integradas de prevenção e cuidado. Foi entendido que, apesar de haver indicadores estatísticos, não somente a denúncia e o próprio monitoramento da rede de proteção serão sozinhos eficazes, isto é, para que o suporte às vítimas seja de fato plausível, deve-se observar o acompanhamento psicológico, bem como, a visão multidisciplinar de outros profissionais que possam subsidiar a ressignificação da vivência traumática, que por sua vez traz consequências a estas pessoas.
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