INFLUÊNCIAS DE FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS NA AUTOPERCEPÇÃO DE EQUILÍBRIO MENTAL EM HOMENS ENCARCERADOS POR CRIMES SEXUAIS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n1-067Palavras-chave:
Saúde Mental, População Privada de Liberdade, Prisões, Determinantes Sociais da Saúde, EstuproResumo
Considerando que homens privados de liberdade por crimes sexuais estão expostos a múltiplos fatores de vulnerabilidade psicossocial, como estigmatização, fragilidade de vínculos sociais e limitações no acesso a ações de cuidado, torna-se relevante investigar a autopercepção da saúde mental nesse contexto. Objetiva-se analisar a autopercepção do equilíbrio mental de homens encarcerados por crimes sexuais, associando-a a características sociodemográficas e prisionais, como escolaridade, condição prisional, participação em atividades e apoio familiar. Para tanto, procede-se a um estudo exploratório, descritivo e analítico, de abordagem quantitativa, realizado com 90 homens privados de liberdade em uma unidade prisional do sul do Brasil. Os dados foram coletados por meio de formulário estruturado e analisados por estatística descritiva e inferencial, utilizando o teste do qui-quadrado e análise de tendência linear, com nível de significância de 5%. Desse modo, observa-se elevada prevalência de autopercepção muito negativa da saúde mental, especialmente entre indivíduos em prisão provisória e com menor escolaridade. Verificou-se ainda associação significativa entre participação em atividades e melhor equilíbrio mental, bem como menor frequência de pensamentos de morte. O que permite concluir que fatores contextuais e institucionais, como acesso a atividades e definição da situação jurídica, exercem influência relevante sobre a saúde mental no cárcere, reforçando a necessidade de estratégias intersetoriais de promoção da saúde mental no sistema prisional.
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