USO DA FOTOBIOMODULAÇÃO COMO FORMA DE TRATAMENTO ADJUVANTE EM FELINOS COM ESPOROTRICOSE
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n1-056Palavras-chave:
Esporotricose, Gatos, FotobiomodulaçãoResumo
Devido ao crescimento exponencial de felinos diagnosticados com esporotricose no estado do Espírito Santo, por se tratar de uma zoonose de grande importância para a saúde pública, este estudo surgiu como uma forma de quantificar o número de animais acometidos pela doença e observar que o tratamento tradicional exclusivo com antifúngicos já apresenta sinais de resistência. Objetivo: Verificar a resposta terapêutica da fotobiomodulação associada às terapias tradicionais em felinos com esporotricose, sem alteração da dosagem dos medicamentos. Animais: Foram selecionados 43 felinos previamente diagnosticados com esporotricose (Sporothrix spp.), atendidos no setor de dermatologia em clínicas e consultórios veterinários no Espírito Santo, apresentando lesões ulceradas, pápulo-nodulares e prurido intenso. Método: Como metodologia de tratamento com fotobiomodulação, foi escolhida a luz vermelha, com potência de dois joules, devido à sua ação cicatrizante e efeito antisséptico, uma vez que todos os pacientes já haviam sido submetidos a tratamento medicamentoso por períodos entre 6 meses e 2 anos, sem sucesso. Resultados: Como resultado, confirmou-se que todos os animais apresentaram cicatrização das feridas em poucas sessões, variando de 2 a 6, com média de 3,4 sessões (mediana de 3 sessões), promovendo assim uma cicatrização clínica mais rápida da esporotricose e reduzindo o tempo de tratamento medicamentoso. Conclusão: Conclui-se que a fotobiomodulação auxilia na melhora clínica mais rápida de pacientes com esporotricose, sem efeitos colaterais para o paciente.
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