ENSINO COLABORATIVO: PERSPECTIVAS, POSSIBILIDADES E CONTRIBUIÇÕES PARA A INCLUSÃO DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n1-045Palavras-chave:
Educação Inclusiva, Transtorno do Espectro Autista, Ensino Colaborativo, Educação EspecialResumo
Considerando os avanços das políticas de educação inclusiva e o crescimento expressivo das matrículas de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na educação básica, persistem desafios relacionados à efetivação de práticas pedagógicas colaborativas entre o professor da sala comum e o professor da Educação Especial, o que justifica a realização deste estudo. A pesquisa teve objetivo analisar, a partir de uma revisão da literatura, as perspectivas, possibilidades e contribuições do ensino colaborativo para a inclusão de estudantes com TEA na educação básica. Para tanto, procede-se a uma pesquisa de natureza qualitativa, do tipo revisão bibliográfica, com análise de produções científicas nacionais e internacionais, selecionadas nas bases de dados Scielo, Google Acadêmico e Portal de Periódicos CAPES, utilizando descritores relacionados à educação inclusiva, ensino colaborativo e TEA. Desse modo, observa-se que o ensino colaborativo se configura como uma estratégia pedagógica relevante para a qualificação do processo de ensino e aprendizagem, favorecendo a participação, o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes com TEA, além de promover a corresponsabilização docente e a articulação entre o ensino comum e o Atendimento Educacional Especializado. O que permite concluir que a efetivação do ensino colaborativo depende de condições institucionais, planejamento coletivo, formação continuada dos professores e integração das práticas pedagógicas ao Projeto Político-Pedagógico da escola.
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