UN ENFOQUE BASAGLIANO EN UNA RESIDENCIA TERAPÉUTICA CON JÓVENES INSTITUCIONALIZADOS: UN PROYECTO PILOTO
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-084Palabras clave:
Desinstitucionalización, Reforma Psiquiátrica, Servicio Residencial TerapéuticoResumen
El objetivo de este estudio es describir la experiencia de implementar una residencia terapéutica para jóvenes con antecedentes de institucionalización, concebida según el enfoque de la psiquiatría democrática italiana, como parte de un proceso de desinstitucionalización de una unidad psiquiátrica infantil y adolescente. Se trata de una investigación cualitativa, descriptiva y narrativa, realizada mediante la estrategia de investigación-acción, desarrollada en tres fases: (1) formación teórica del personal; (2) creación de un hogar de transición; y (3) implementación de una residencia terapéutica piloto en el territorio. Los datos recopilados en el diario de campo del investigador fueron sometidos a un análisis temático de contenido, organizado a partir de categorías analíticas. La desinstitucionalización demostró ser un proceso dinámico, atravesado por desafíos en múltiples niveles. A nivel macro, destacan los obstáculos de gestión, la ausencia de una política de salud mental consolidada como política estatal y los problemas de infraestructura que comprometen la gestión. A nivel micro, surgen cuestiones relativas al proceso de trabajo de los equipos, el entorno del servicio como espacio vital y la coexistencia entre buenas prácticas y estrategias aún marcadas por una lógica psiquiátrica. La experiencia analizada demuestra que, a la luz de la psiquiatría democrática italiana, es posible deconstruir el paradigma del asilo y construir formas de atención basadas en la libertad, el vínculo afectivo y la valoración de la singularidad de cada individuo, aun cuando este proceso implique tensiones, resistencias y reinvenciones constantes en la rutina diaria de los servicios.
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