SEGURANÇA DAS ENCOSTAS EM SITUAÇÃO DE OCUPAÇÃO ANTRÓPICA: CRITÉRIOS PARA ANÁLISE E AVALIAÇÃO DE RISCOS GEOLÓGICOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n1-082Palavras-chave:
Encostas com Ocupação Antrópica, Segurança das Encostas, Riscos GeológicosResumo
Riscos geológicos em encostas referem-se, em especial, aos movimentos gravitacionais de massa, que ocorrem a partir do desprendimento de parte do manto de intemperismo que cobre a camada mais superficial das rochas. O material, trata-se de solos residuais e possíveis fragmentos de rocha, que ao se desprender, desliza então pelas vertentes. As causas dos deslizamentos são várias, mas o fenômeno é mais comum diante de chuvas intensas, devido ao efeito da poropressão que atua como subpressão. Os danos causados pelos acidentes geológicos são maiores, em caso de haver ocupação antrópica sobre as vertentes da encosta, em especial, assentamentos habitacionais informais. A verificação da segurança das encostas, quanto a fenômenos gravitacionais, requer processos de engenharia complexos que envolvem parâmetros e informações diversas, muitas vezes cercados de incertezas. Como prática, em caso de possível instabilidade, são estabelecidas intervenções corretivas, que se distinguem como ações extensivas, se aplicadas a casos de riscos baixos a médios, a partir de obras preventivas; ou ações intensivas, aplicadas a casos de risco alto, por meio de obras estruturais. São as obras singulares, estruturais, as que mais requerem análises de engenharia, por serem definidas a partir de processos determinísticos, atendendo tecnicamente a orientações de normas técnicas. Este trabalho aborda procedimentos padrões utilizados para avaliar a segurança das encostas e de obras que interagem com o solo, em especial, quanto à aplicação dos métodos dos estados limites em serviço e de ruína, identificando as dificuldades e incertezas a que podem levar os resultados.
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