DÉCADAS DE INCONSISTÊNCIAS NO EXCEL E O SILÊNCIO ESTRATÉGICO DA MICROSOFT: IMPLICAÇÕES PARA A PRECISÃO MATEMÁTICA E A EDUCAÇÃO GLOBAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n1-001Palavras-chave:
Microsoft Excel, Erros Matemáticos, Inconsistências Semânticas, Lógica Booleana, Precedência de Operadores, VBA, Impacto Pedagógico, Planilhas EletrônicasResumo
O Microsoft Excel é amplamente utilizado como ferramenta educacional em escolas, universidades e ambientes profissionais. No entanto, apresenta limitações conceituais, operacionais e semânticas que comprometem o rigor pedagógico e a confiabilidade matemática. Este artigo analisa falhas recorrentes em cálculos, nomenclatura, lógica booleana e precedência de operadores, evidenciando impactos significativos no ensino de matemática, estatística e finanças. Foram realizados testes comparativos entre o Excel, a Calculadora do Windows, o Copilot e planilhas gratuitas, revelando discrepâncias conceituais e resultados inconsistentes. A Calculadora do Windows, embora compartilhe algumas divergências, executa corretamente cálculos que o Excel avalia de forma equivocada, sugerindo que a origem das inconsistências está em decisões estruturais do software. Observou-se ainda que o Copilot é capaz de contornar parte dessas falhas, indicando que as correções são tecnicamente viáveis, embora ainda não incorporadas à versão tradicional. Propõe-se que a Microsoft implemente funções paralelas — semanticamente precisas e pedagogicamente adequadas — que possam coexistir com as atuais, conciliando compatibilidade histórica com maior precisão conceitual. Além das limitações operacionais, identificam-se inconsistências semânticas em funções matemáticas e na linguagem VBA, as quais podem contribuir para a formação de conceitos imprecisos. Ensinar com Excel é diferente de calcular com Excel — e essa discrepância pode comprometer a formação de milhões de estudantes em todo o mundo.
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