PARTO PREMATURO ESPONTÂNEO: BASES GENÉTICAS, EPIGENÉTICAS E DETERMINANTES SOCIOAMBIENTAIS COM ÊNFASE NO CONTEXTO AMAZÔNICO

Autores

  • Silvia Regina Sampaio Freitas Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev7n12-322

Palavras-chave:

Parto Prematuro Espontâneo, Genética, Epigenética, Genes de Suscetibilidade, Inflamação, Amazônia, Saúde Materno-infantil

Resumo

O parto prematuro espontâneo permanece entre os principais desafios da saúde materno-infantil, contribuindo de forma expressiva para a mortalidade neonatal e para agravos de curto e longo prazo ao longo da vida. Apesar dos avanços na assistência obstétrica e neonatal, a prevenção da prematuridade evoluiu de modo limitado, refletindo a complexidade de seus determinantes. Evidências científicas acumuladas indicam que o parto prematuro espontâneo resulta da interação entre fatores biológicos, genéticos, epigenéticos e socioambientais, com destaque para a ativação precoce de vias inflamatórias e imunológicas. Abordagens genômicas e multiômicas têm identificado genes associados à duração gestacional, sobretudo no genoma materno, embora a contribuição fetal também seja relevante em subgrupos específicos. No contexto amazônico, estudos populacionais mostram associação consistente entre prematuridade, insuficiência do acompanhamento pré-natal e baixo peso ao nascer, reforçando a importância de determinantes estruturais e ambientais. Esta revisão integra evidências internacionais sobre genética e epigenética do parto prematuro espontâneo com achados epidemiológicos na Amazônia, apontando lacunas e perspectivas para pesquisas futuras sensíveis ao território.

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Publicado

2025-12-29

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

FREITAS, Silvia Regina Sampaio. PARTO PREMATURO ESPONTÂNEO: BASES GENÉTICAS, EPIGENÉTICAS E DETERMINANTES SOCIOAMBIENTAIS COM ÊNFASE NO CONTEXTO AMAZÔNICO. ARACÊ , [S. l.], v. 7, n. 12, p. e11475 , 2025. DOI: 10.56238/arev7n12-322. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/11475. Acesso em: 22 jan. 2026.