JUVENTUDES E ENSINO: O TEATRO DO OPRIMIDO COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NAS AULAS DE SOCIOLOGIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n59-061Palavras-chave:
Juventude, Teatro do Oprimido, Ensino de SociologiaResumo
O pesquisador ao tentar compreender as engrenagens do espaço escolar, sobretudo, acerca dos processos pertinentes à sala de aula, tem como ponto de partida três questionamentos fundamentais: “O que está acontecendo aqui?”, “O que essas ações representam para os entes envolvidos?” e “Como estas ações desenvolvidas em sala de aula se relacionam com o meio em que a escola está inserida?” (BORTONI-RICARDO, 2008). Percebemos que os objetivos deste artigo se encaixam nas questões levantadas, ao buscar investigar a proposta do Teatro do Oprimido como possível ferramenta pedagógica nas aulas de Sociologia. Assim sendo, foi proposto que estas questões fossem investigadas a partir de uma revisão de literatura, com base em pesquisa bibliográfica qualitativa de dimensão exploratória. O teatro, em termos mais amplos, oferece a oportunidade para uma quebra de paradigma ao possibilitar aos jovens descobertas de si e de suas capacidades por meio da criatividade e liberdade de expressão, compreendendo-se que a vida de um jovem, não precisa ser uma rotina invariável e sem cor (MARQUES, 2012). O Teatro do Oprimido permite que um jovem se abstraia de sua vida cotidiana ao entrar em um personagem. Para Pinto (2009) o texto é corporal a partir do momento em que um ator se expressa através de seu corpo, ou seja, de suas performances, e o público, nesse contexto, é capaz de captar a mensagem claramente de forma completa, autêntica e coletiva, criando assim uma representação dialética.
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