MANEJO TERAPÊUTICO DO LINFOMA MULTICÊNTRICO CANINO
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n58-018Palavras-chave:
Linfoma Multicêntrico Canino, Protocolo CHOP, Quimioterapia, Biomarcadores PrognósticosResumo
O linfoma multicêntrico canino é uma das neoplasias malignas mais frequentes na clínica médica de pequenos animais, sendo o imunofenótipo tumoral, especialmente a distinção entre linfomas de células B e T, um dos principais determinantes de prognóstico e escolha de terapêutica. Este estudo teve como objetivo avaliar criticamente as evidências científicas mais recentes acerca dos tratamentos, com ênfase nos protocolos quimioterápicos CHOP, fatores prognósticos clínicos e hematológicos e biomarcadores diagnósticos emergentes. A metodologia consistiu em uma revisão bibliográfica narrativa, utilizando artigos publicados nos últimos cinco anos e indexados na base de dados PubMed. Os resultados demonstram que os protocolos baseados em CHOP permanecem como padrão-ouro, não havendo superioridade significativa entre esquemas de maior duração, como CHOP-25, em relação a protocolos mais curtos, como CHOP-19. Evidências recentes indicam que a individualização e o escalonamento das doses quimioterápicas podem aumentar a eficácia terapêutica sem incremento relevante da toxicidade. Além disso, fatores hematológicos, como a neutrofilia no momento do diagnóstico, associam-se a menor intervalo livre de progressão, enquanto biomarcadores moleculares, especialmente microRNAs séricos como miR-155 e miR-181a, mostram potencial promissor para a estratificação prognóstica e diferenciação imunofenotípica. Conclui-se que o manejo do linfoma multicêntrico canino caminha para uma abordagem mais personalizada, integrando protocolos quimioterápicos consolidados, ajustes individualizados de dose e a incorporação de biomarcadores clínicos e moleculares, com o objetivo de otimizar os desfechos terapêuticos e a qualidade de vida dos pacientes.
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