ANTIFEMINISMO: CONSERVADORISMO E (RE)AFIRMAÇÃO SEXISTA NA MÍDIA DIGITAL

Autores

  • Rainny Santos da Cruz Author
  • Dulce Elena Coelho Barros Author

DOI:

https://doi.org/10.56238/levv17n57-086

Palavras-chave:

Feminismo, Antifeminismo, Análise do Discurso

Resumo

À luz da Análise do Discurso, conforme Michel Foucault e Teu Van Dijk é possível discutir aspectos que incidem sobre as práticas sociais antifeministas. Esta pesquisa de iniciação científica, cujo tema é “Antifeminismo: conservadorismo e (re)afirmação sexista na mídia digital”, tem como foco analisar como o antifeminismo se manifesta na mídia digital através de discursos conservadores e sexistas. O feminismo é um movimento que nasceu no final do século XVIII com a proposta de romper as desigualdades de gênero e enfrentar a opressão experimentada pelas mulheres ao longo dos séculos, e vem crescendo desde então. Em contrapartida, nasceu o antifeminismo, um movimento de oposição que tem como objetivo utilizar discursos religiosos para descredibilizar todo e qualquer discurso do movimento feminista, como se eles fossem uma ameaça à “ordem” tradicional. Na era contemporânea, essa ideologia se manifesta de forma online com o surgimento de comunidades de ódio contra as mulheres, como o subgrupo da “Redpill” que, dentre outros, por meio de fóruns online ou canais do Youtube, fazem críticas ao feminismo e distorcem os discursos emancipatórios, como forma de disseminar distorcidamente “as verdades” que eles descobriram, e alegar que o feminismo tem o objetivo de oprimir os homens e dar poderes desproporcionais às mulheres. Esses movimentos, que se mostram contrários às bandeiras feministas, defendem uma ideia de mercado sexual, onde mulheres e homens são avaliados com base na sua atratividade e valores sociais tradicionais, enfatizam que as mulheres têm uma vantagem natural que lhes favorece, por conta da sua aparência física, sendo os homens bem-vistos se possuírem bens materiais, status social reconhecido e mantiverem as mulheres sempre “abaixo” deles, subjugadas e cativas. Esses discursos reforçam suas visões misóginas e perpetuam dizeres sexistas, além de alimentarem o conservadorismo nefasto e discriminatório advindo de uma suposta religiosidade que busca manter as mulheres sob o jugo/poder do patriarcado hegemônico.

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Publicado

2026-02-25

Como Citar

DA CRUZ, Rainny Santos; BARROS, Dulce Elena Coelho. ANTIFEMINISMO: CONSERVADORISMO E (RE)AFIRMAÇÃO SEXISTA NA MÍDIA DIGITAL. LUMEN ET VIRTUS, [S. l.], v. 17, n. 57, p. e12327, 2026. DOI: 10.56238/levv17n57-086. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/LEV/article/view/12327. Acesso em: 1 mar. 2026.