PAPILEDEMA: CORRELAÇÃO ENTRE ACHADOS OFTALMOLÓGICOS E CAUSAS NEUROLÓGICAS — UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n57-067Palavras-chave:
Papiledema, Hipertensão Intracraniana, Tomografia de Coerência Óptica, Ressonância MagnéticaResumo
Introdução: O papiledema representa uma manifestação neuro-oftalmológica da hipertensão intracraniana e requer diferenciação urgente de outras causas de edema de disco óptico.
Objetivo: Analisar sistematicamente as evidências contemporâneas que correlacionam achados oftalmológicos com o espectro de causas neurológicas subjacentes ao papiledema, com ênfase em imagem estrutural, comprometimento funcional e marcadores de neuroimagem.
Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática de acordo com as diretrizes PRISMA. As buscas foram conduzidas nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, Cochrane Library, LILACS, ClinicalTrials.gov, ICTRP e Google Scholar. Estudos publicados nos últimos cinco anos foram priorizados e avaliados utilizando as ferramentas RoB 2, ROBINS-I e QUADAS-2, com a certeza da evidência avaliada pelo sistema GRADE.
Resultados e Discussão: Vinte e cinco estudos foram incluídos na síntese qualitativa. Parâmetros estruturais de tomografia de coerência óptica, particularmente a espessura da camada de fibras nervosas da retina peripapilar e as métricas da camada de células ganglionares-camada plexiforme interna, demonstraram correlação consistente com a gravidade do papiledema e a resposta ao tratamento. Marcadores de ressonância magnética, como o achatamento do globo posterior e a distensão do espaço subaracnoideo peri-óptico, aprimoraram a identificação etiológica.
Conclusão: O papiledema requer uma abordagem diagnóstica multidisciplinar que integre imagem oftalmológica quantitativa e critérios padronizados de neuroimagem. A detecção precoce e o monitoramento objetivo são fundamentais para prevenir comprometimento visual irreversível. Protocolos de imagem harmonizados e estudos prospectivos multicêntricos de validação são necessários para otimizar os algoritmos clínicos.