MANEJO DO TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTISSOCIAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES TERAPÊUTICAS

Autores

  • Michelle Tatiane de Souza França Author
  • Ryan Rafael Barros de Macedo Author
  • Nailon de Morais Kois Author
  • Rafaella Marcelino Ribeiro Author
  • Alex Canarin Omari Author
  • Manuela Simões Pires Martins Author
  • Júlia Dal Bó Cassettari Author
  • Vitória Carolina Reis Batista Author
  • Lethicia Hammerschmidt Goulart Author
  • Gabriela Decker Author
  • Luana Felicia Maia Author
  • Shely Pinto Frazão Rodrigues Author
  • Julia Ribeiro Teixeira Author

DOI:

https://doi.org/10.56238/levv17n57-010

Palavras-chave:

Transtorno da Personalidade Antissocial, Violência, Manejo Clínico, Diagnóstico, Tratamento

Resumo

O Transtorno da Personalidade Antissocial (TPAS) é definido por uma desconsideração contínua pelos direitos de terceiros, manifestando-se por meio de condutas exploratórias e delituosas, frequentemente desprovidas de remorso, além de apresentar dificuldade em seguir normas sociais e sustentar relacionamentos. Trata-se de um quadro associado à violência e reincidência, elevando o risco de violência interpessoal. O TPAS ultrapassa a ideia de um simples desvio de conduta ou de uma falha de caráter, devendo ser compreendido como uma condição clínica complexa, sustentada por alterações profundas no funcionamento neuropsíquico. Esta revisão bibliográfica tem como objetivo analisar os principais desafios e estratégias no manejo do TPAS, a partir de dados coletados na base PubMed com os descritores MeSH “Antisocial Personality Disorder”, "Treatment" e "Diagnosis". Os achados indicam que o prognóstico do TPAS é influenciado por experiências precoces desfavoráveis, levando à "blindagem emocional" diante de figuras de autoridades. Assim, o Transtorno da Personalidade Antissocial (TPAS) configura-se como uma condição psiquiátrica intricada, apresentando repercussões sociais, desafiando intervenções terapêuticas, ocasionando prejuízos funcionais significativos e forte associação com comportamentos violentos. Conclui-se que o prognóstico tende a ser desfavorável, sobretudo pela desmotivação e abandono dos tratamentos, reforçando a necessidade de estratégias clínicas contínuas e multidimensionais.

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Publicado

2026-02-05

Como Citar

FRANÇA, Michelle Tatiane de Souza et al. MANEJO DO TRANSTORNO DE PERSONALIDADE ANTISSOCIAL: DESAFIOS E POSSIBILIDADES TERAPÊUTICAS. LUMEN ET VIRTUS, [S. l.], v. 17, n. 57, p. e12062, 2026. DOI: 10.56238/levv17n57-010. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/LEV/article/view/12062. Acesso em: 8 fev. 2026.