GLIOBLASTOMA: ESTRATÉGIAS ATUAIS DE TRATAMENTO E DESAFIOS CLÍNICOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv16n55-142Palavras-chave:
Glioblastoma, Temozolomida, Radioterapia, Campos de Tratamento Tumoral, Medicina de Precisão, Neuro-oncologiaResumo
O glioblastoma (GBM) é o tumor cerebral primário maligno mais agressivo em adultos, caracterizado por uma biologia complexa e prognóstico reservado. A classificação da OMS de 2021 refinou o diagnóstico, definindo o GBM pela ausência de mutações IDH (IDH-selvagem). Esta revisão narrativa analisa as estratégias terapêuticas atuais e os desafios clínicos persistentes. O padrão-ouro permanece o Protocolo de Stupp (ressecção máxima segura seguida de quimiorradioterapia com temozolomida), sendo a metilação do promotor MGMT o principal biomarcador preditivo. Inovações como os Campos de Tratamento Tumoral (TTFields) e a terapia NanoTherm surgem como adjuvantes promissores. Contudo, a heterogeneidade intratumoral, a barreira hematoencefálica e o microambiente imunossupressor continuam a ser barreiras críticas para a eficácia das terapias-alvo e da imunoterapia, mantendo a recorrência como um desafio quase inevitável.
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Referências
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