ETNOGÉNESIS AFROINDÍGENA Y RELIGIONES AFRICANAS EN BRASIL: HISTORIA DE CANDOMBLÉ, UMBANDA Y BENZIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n59-053Palabras clave:
Candomblé, Umbanda, Benzedeiras, Afroindígena, EtnogénesisResumen
Este artículo examina la formación histórica de las religiones de base africana en Brasil –especialmente el candomblé, la umbanda y la tradición de los curanderos (oraciones)– desde la perspectiva de un proceso de etnogénesis afroindígena. Se argumenta que estas tradiciones religiosas surgieron del encuentro entre elementos culturales africanos e indígenas en el contexto colonial y poscolonial brasileño, incorporando también influencias europeas (notablemente el catolicismo y el espiritismo), pero manteniendo esencialmente un carácter afroindígena. Inicialmente, se presentan los orígenes y desarrollo del Candomblé y la Umbanda, destacando las contribuciones de las cosmologías africanas y amerindias en la configuración de sus panteones, rituales y prácticas. A continuación, se analiza la tradición popular de los curanderos, entendida como parte de este mismo mosaico religioso afroindígena, preservando conocimientos de curación y espiritualidad transmitidos de generación en generación. A lo largo del texto, queda claro que dichas religiones juegan un papel fundamental en la construcción de la identidad étnica, la memoria colectiva y la resistencia cultural en Brasil. También se destaca la pluralidad interna de estos movimientos –existen múltiples Candomblés, Umbanda y formas de bendición–, así como los vínculos históricos y simbólicos que los interconectan, resultado de trayectorias comunes de sincretismo y recreación cultural. Finalmente, el artículo sostiene que Candomblé, Umbanda y benzimento son manifestaciones inseparables de un complejo proceso de etnogénesis afroindígena, que se entrelazan en la formación de la religiosidad brasileña y reflejan la diversidad y riqueza de las herencias africanas e indígenas en el país.
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