TECNOLOGÍAS DIGITALES Y PRODUCCIÓN DE SUBJETIVIDAD: DESAFÍOS PARA LA FORMACIÓN DE UNA SEXUALIDAD SALUDABLE EN LA INFANCIA Y ADOLESCENCIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n59-031Palabras clave:
Producción de Subjetividad, Nuevas Tecnologías, Educación Preventiva, Sexualidad, PsicoanálisisResumen
Este artículo analiza la producción de subjetividad en la contemporaneidad frente al avance de las tecnologías digitales, articulando este fenómeno con los desafíos de la educación preventiva para la promoción de una sexualidad saludable en la infancia y adolescencia. Se parte del problema de la creciente exposición de niños y jóvenes a contenidos digitales que influyen en comportamientos, percepciones y procesos de construcción identitaria. El estudio tiene como objetivo examinar el papel de la educación preventiva, fundamentada en el psicoanálisis freudiano y en los Parámetros Curriculares Nacionales, como estrategia de mediación de estos impactos. Se trata de una investigación bibliográfica, de carácter descriptivo‑analítico, que investiga cómo los medios digitales, como redes sociales, aplicaciones y plataformas de entretenimiento, afectan la subjetividad y amplían la vulnerabilidad a riesgos, incluyendo erotización precoz, violencia y explotación sexual. Los resultados indican que la ausencia de mediación crítica potencia dichos riesgos, mientras que la actuación integrada entre escuela y familia contribuye a la protección y al desarrollo saludable. Se concluye que la educación preventiva, orientada por fundamentos teóricos y prácticas dialógicas, es esencial para enfrentar los efectos de las tecnologías digitales y promover una sexualidad consciente y protegida.
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