SUSTENTABILIDADE E RENTABILIDADE: COMO INCORPORADORAS EQUILIBRAM IMPACTO AMBIENTAL E LUCRO
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv16n46-106Palavras-chave:
Sustentabilidade, Rentabilidade, Mercado Imobiliário, ESG, Construção CivilResumo
Este estudo analisa a relação entre sustentabilidade e rentabilidade no setor imobiliário brasileiro a partir de uma perspectiva orientada à decisão econômica, examinando como incorporadoras incorporam práticas ambientais e de governança em função de retorno esperado, risco e acesso ao capital. A pesquisa, de caráter qualitativo e baseada em análise bibliográfica e documental, investigou estratégias empresariais, comportamento do consumidor e exigências de investidores, instituições financeiras e órgãos reguladores. Os resultados indicam que, embora empreendimentos sustentáveis envolvam custos adicionais na fase inicial, esses investimentos tendem a ser compensados no médio e longo prazo por maior valorização patrimonial, redução de despesas operacionais, menor exposição a riscos regulatórios e melhores condições de financiamento. Identificou-se que certificações ambientais e relatórios de sustentabilidade operam como mecanismos de sinalização ao mercado, influenciando a percepção de risco, a atratividade do ativo e o acesso ao crédito. A análise evidenciou desigualdades regionais, com maior concentração de iniciativas sustentáveis em grandes centros urbanos, refletindo diferenças no perfil de demanda, disponibilidade de capital e estrutura de financiamento. Observou-se ainda que a valorização de atributos ambientais varia conforme o segmento de renda, impactando diretamente a formação de preço, a absorção e a liquidez dos empreendimentos. Conclui-se que a sustentabilidade, quando integrada ao planejamento financeiro, não se configura como obstáculo à rentabilidade, mas como componente estratégico de competitividade e gestão de risco em um mercado imobiliário cada vez mais orientado por critérios econômicos, ambientais e de governança.
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