VISUALIDADES DO HIV/AIDS E SUAS REPRESENTAÇÕES A PARTIR DA RELAÇÃO ANTROPOLOGIA/GEOGRAFIA/SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv16n49-092Palavras-chave:
HIV/AIDS, Visualidades, Espaço, Representações SociaisResumo
No contexto contemporâneo, no debate em torno do HIV/AIDS, é fundamental compreender como as representações sociais do vírus estão associadas com práticas de estigmatização. É imprescindível entender o quão complexo é viver e conviver com o HIV, em um corpo social que, mesmo com avanços expressivos no tratamento e nas políticas públicas, ainda enfrenta problemas consideráveis ligados à discriminação e ao preconceito. Nesse sentido, este texto objetiva analisar essas visualidades, a partir de uma relação entre a antropologia, a geografia e a saúde, no que tange à discussão do HIV/AIDS. Para isso, utiliza-se de uma abordagem qualitativa, fazendo uso da revisão de literatura, fornecendo uma visão teórica acerca do tema, fazendo uma discussão sobre a sua abordagem nessas três áreas. Desse modo, é possível depreender que essa relação é configurada no/pelo espaço, e sua produção, bem como a configuração de um território da saúde, estando indissociáveis dos estudos antropológicos, onde essas visualidades compreendidas refletem, por meio do espaço/tempo e das representações sociais, um contexto ora colaborativo, ora de embate, ora de indiferença e exclusão entre quem trata e quem oferece tratamento para essa condição de saúde, demonstrando que, em uma perspectiva geográfica, há muito a se fazer para a produção de pesquisas e estudos que aportem e discutam essa temática.