PROFISSÃO-PROFESSOR: ESTUDO DE CASO SOBRE PRÁTICA DOCENTE (EJA) NA PENITENCIÁRIA PDF.IV
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n61-014Palavras-chave:
Educação de Jovens e Adultos (EJA), Práticas Docentes, Ensinagem, Sistema Prisional, RessocializaçãoResumo
Este estudo avalia a profissão-professor em relação às práticas docentes na Penitenciária IV do Distrito Federal-PDF.IV / Complexo da Papuda (Brasil). Para tanto, sobre a metodologia de apoio foi utilizada a pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem mista e de caráter exploratório, e para a coleta de dados foi aplicado um questionário on-line, composto por cinco questões fechadas e uma aberta. Participaram dez professores de educação básica que atuam na Educação de Jovens e Adultos (EJA), especificamente no sistema prisional. Como análise de resultados, constatou-se que há necessidade de ampliar a oferta do 1º segmento da EJA (Ensino fundamental I – anos iniciais), principalmente, na 1ª e 2ª etapas para a alfabetização de adultos. Além disso, identificou-se necessidade de um programa efetivo de formação continuada com ênfase nas especificidades e necessidades dos professores que atuam nas prisões do DF, bem como ofertar assistência médica e psicológica para fins de acompanhamento da saúde sociomental do docente. Outro ponto importante observado foi a precarização do trabalho diário quanto à falta de recursos pedagógicos e mesmo tecnológicos para melhor desempenho da prática docente. Constatou-se, enfim, que a existência de grades entre os estudantes e o(a) professor(a) nas celas de aula dificulta sobremaneira os processos interacionais e de aprendizagem dos estudantes na EJA prisional; para professores as grades representam distanciamento e desumanização, sendo elementos de férreo paradoxo ao devido processo de ressocialização, no ambiente prisional, por meio da educação pública.
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