TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL UNIVERSAL (TESTE DA ORELHINHA): PROTOCOLOS DE EMISSÕES OTOACÚSTICAS (EOA)
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n59-016Palavras-chave:
Triagem Auditiva Neonatal Universal, Emissões Otoacústicas, Perda Auditiva Congênita, Citomegalovírus Congênito, PEATEResumo
A Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU), popularmente conhecida como "Teste da Orelhinha", é uma estratégia fundamental de saúde pública voltada para a detecção precoce da perda auditiva congênita, cuja prevalência é estimada em 1 a 2 casos por cada 1.000 nascidos vivos. Este estudo é uma revisão bibliográfica narrativa que sintetiza as evidências sobre o uso do protocolo de Emissões Otoacústicas (EOA) na TANU. O EOA é a ferramenta de primeira linha na triagem neonatal devido à sua praticidade e alta sensibilidade, avaliando a integridade das células ciliadas externas da cóclea. Contudo, sua principal limitação é a incapacidade de detectar neuropatias auditivas ou perdas de instalação tardia, destacando a necessidade de protocolos complementares, como o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE/BERA), especialmente em populações de risco. A modernização da TANU exige a integração com a vigilância de infecções congênitas, como o Citomegalovírus Congênito (cCMV), que pode causar perda auditiva progressiva ou tardia, mesmo em neonatos assintomáticos que inicialmente "passam" no teste. Adicionalmente, a investigação genética é crucial, responsável por mais da metade dos casos de perda auditiva, auxiliando no prognóstico e na indicação de intervenções como o implante coclear e terapias farmacológicas (e.g., valganciclovir para cCMV). Conclui-se que a eficácia da TANU depende de um sistema integrado de cuidado que combine o EOA com avaliação etiológica e acompanhamento multidisciplinar contínuo, visando a intervenção precoce e a minimização de prejuízos no desenvolvimento.
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Referências
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