MANEJO TERAPÊUTICO DO DIABETES MELLITUS EM FELINOS

Autores

  • Júlia Mayumi Imamura Author
  • Júlia Campos Ferraro Author
  • Ana Bárbara Marchioni Author
  • Isabel Cristina Fagundes Seben Author
  • Vitória da Cunha Machado Resende Author
  • Isadora Pereira Batisti Author

DOI:

https://doi.org/10.56238/levv17n58-057

Palavras-chave:

Diabetes Mellitus Felina, Endocrinologia Veterinária, Insulinoterapia, Glargina, Felinos, Inibidores de SGLT2

Resumo

A diabetes mellitus (DM) constitui uma das endocrinopatias de maior relevância na clínica médica de felinos, configurando-se como uma desordem metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia persistente decorrente da deficiência na secreção de insulina, resistência periférica à sua ação, ou pela interação entre ambos os mecanismos fisiopatológicos. Em gatos, a enfermidade apresenta semelhanças substanciais com a diabetes mellitus tipo 2 humana, sendo frequentemente associada à obesidade, ao envelhecimento e à presença de enfermidades concomitantes, como pancreatite. Clinicamente, manifesta-se por poliúria, polidipsia, polifagia, e perda de peso progressiva, refletindo alterações significativas no metabolismo. A partir da literatura analisada, o tratamento contemporâneo baseia-se em uma abordagem multimodal, que integra manejo nutricional, insulinoterapia e, em alguns casos seletos, o emprego de agentes hipoglicemiantes orais. A intervenção dietética caracterizada por formulações com baixo teor de carboidratos e elevado conteúdo proteico, desempenha papel fundamental na redução da hiperglicemia pós-prandial e na otimização do controle metabólico. Paralelamente, análogos de insulina de ação prolongada, como glargina, detemir e protamina zinco, permanecem como pilares terapêuticos, demonstrando elevada eficácia na estabilização glicêmica e na indução de remissão diabética em parte dos pacientes. Avanços recentes incluem o uso de inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (SGLT2) e sistemas de monitoramento contínuo da glicose, que aprimoram o controle metabólico. Em suma, as evidências demonstram que o controle eficaz da diabetes mellitus felina depende da individualização terapêutica, da identificação de comorbidades e da adesão do tutor ao tratamento, sendo o diagnóstico precoce e o controle glicêmico intensivo fatores determinantes para a estabilização metabólica, melhor prognóstico e favorecer a remissão clínica.

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Referências

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Publicado

2026-03-20

Como Citar

IMAMURA, Júlia Mayumi; FERRARO, Júlia Campos; MARCHIONI, Ana Bárbara; SEBEN, Isabel Cristina Fagundes; RESENDE, Vitória da Cunha Machado; BATISTI, Isadora Pereira. MANEJO TERAPÊUTICO DO DIABETES MELLITUS EM FELINOS. LUMEN ET VIRTUS, [S. l.], v. 17, n. 58, p. e12604, 2026. DOI: 10.56238/levv17n58-057. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/LEV/article/view/12604. Acesso em: 23 mar. 2026.