PESQUISA-INTERVENÇÃO NAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS EM SAÚDE: LIAN GONG, DANÇA SÊNIOR E FISIOTERAPIA NA UBS DE PIRASSUNUNGA/SP
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n57-095Palavras-chave:
Práticas Integrativas e Complementares, Idosos, Diário de Campo, Relações Interpessoais, Pesquisa-Intervenção, Análise Institucional, Pesquisa QualitativaResumo
Objetivos: Este estudo teve como objetivo explorar como a afetividade e as interações corporais no ambiente de pesquisa influenciam a relação do(a) pesquisador(a) com o campo de estudo, destacando o papel dos diários de campo na condução de pesquisas-intervenção. O trabalho foi baseado no projeto “O efeito da Dança Sênior e do Lian Gong na qualidade de vida, no Índice de Massa Corporal (IMC), na massa muscular e na força muscular da pessoa idosa do município de Pirassununga/SP: ensaio clínico de intervenção randomizada”. Métodos: A pesquisa utilizou o diário de campo como ferramenta metodológica para registrar observações, acontecimentos, relações verificadas e reflexões pessoais do pesquisador. Este instrumento buscou capturar detalhes sobre as interações no ambiente e as experiências subjetivas ao longo do estudo. Resultados: Observou-se baixa adesão dos idosos às Práticas Integrativas e Complementares (PICs), atribuída principalmente à falta de motivação e aos compromissos familiares. Esses fatores dificultaram a participação consistente nas atividades propostas pelo estudo. Conclusões: O diário de campo demonstrou ser uma ferramenta essencial em pesquisas qualitativas e clínicas, ao oferecer registros ricos em detalhes sobre as observações e reflexões do pesquisador. Ele possibilitou a identificação de barreiras e nuances que escapam aos métodos tradicionais de coleta de dados, evidenciando a relevância de práticas reflexivas para compreender os desafios e dinâmicas do campo de pesquisa.
Downloads
Referências
1 – Nascimento M, Lemos FCS. A Pesquisa - Intervenção Em Psicologia: Os Usos Do Diário De Campo. Barbarói, Santa Cruz do Sul. 2020; 57:239-253, jul./dez.
2 – Freitas M, Pereira ER. O diário de campo e suas possibilidades. Quaderns de Psicologia. International journal of psychology. 2018; 20 (3): 235-244.
3 – Kroef RFS, Gavillon PQ, Ramm LV. (2020). Diário de Campo e a Relação do(a) Pesquisador(a) com o Campo-Tema na Pesquisa-Intervenção. Estudos e Pesquisas em Psicologia. 2020. 20 (2): 464-480.
4 – Pimentel A. O método da análise documental: seu uso numa pesquisa historiográfica. Cadernos de Pesquisa. 2001; 114:179 - 195.
5 – Aguiar WMJ & Ozella, S. Núcleos de significação como instrumento para a apreensão da constituição dos sentidos. Psicologia: ciência e profissão. 2006; 26 (2): 222 – 245.
6 – Pezzato LM, L’abbate S. O uso de diários como ferramenta de intervenção da análise Institucional: potencializando reflexões
no cotidiano da saúde Bucal Coletiva. Physis Revista de Saúde Coletiva. 2011 21(4): 1297-1314.
7 - Kauer NR, Ferro LF. A economia solidária, saúde mental e inclusão pelo trabalho: potencialidades e barreiras na mobilização de um grupo de geração de renda em um CAPS II [Internet]. Revista de Saúde Pública do Paraná. 2022;5(Supl.1):e112. Disponível em: <http://revista.escoladesaude.pr.gov.br/index.php/rspp/article/view/112/374>. Acesso em: 16 mai. 2025.
8 - Stoski BM, Andrade APM de. “Os adolescentes não aderem”: encontros e desencontros de cuidados em saúde mental para adolescentes no CAPS AD. Rev Saúde Pública Paraná [Internet]. 2022 5(Supl.1):8–59. Disponível em:< http://revista.escoladesaude.pr.gov.br/>. Acesso em: 15 mai. 2025.
9 - Almeida TP, Alberti FF, Cristiano GD. A implementação do acolhimento em um serviço especializado de saúde e as contribuições do serviço social. Revista de Saúde Pública do Paraná [Internet]. 2023;6(3):1–20. Disponível em: <https://doi.org/10.32811/25954482-2023v6n3.756>. Acesso em: 15 mai. 2025.
10 - Pypcak EM, Frei AE, Ecks IC, Souza NGL, Godoy TC de. “Nem tão louco, nem tão especial”: implementação de um grupo de ouvidores de vozes em um centro de atenção psicossocial. Anais do IV Congresso Online Nacional de Ouvidores de Vozes [Internet]. 2024. Disponível em: <http://revista.escoladesaude.pr.gov.br/index.php/rspp/article/view/131/380>. Acesso em: 15 mai. 2025.
11 – de Oliveira RCM. (Entre) Linhas de uma Pesquisa: o Diário de Campo como dispositivo de (in) formação na/da abordagem (Auto) biográfica. Revista Brasileira de Educação de Jovens e Adultos. 2014; 2 (4): 19.
12 – Kroeff RFS, Gavillon PQ, Ramm LV. Diário de Campo e a Relação do(a) Pesquisador(a) com o Campo-Tema na Pesquisa-Intervenção. Estudos e Pesquisas em Psicologia. 2020; 20 (2): 464-480.
13 – Brasil. LGPD. Lei Geral de Proteção de Dados, Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Disponível em: <https://www.gov.br/esporte/pt-br/acesso-a-informacao/lgpd#:~:text=A%20Lei%20fala%20sobre%20o,em%20meios%20manuais%20ou%20digitais>.
14 – Pimentel MCA, Sousa JE. Práticas Integrativas e Complementares: uma análise da adesão no Sistema Único de Saúde (SUS). Revista Brasileira de Saúde Coletiva. 2020; 30 (2): 167-178.
15 – Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Práticas Integrativas e Complementares (PICs) no Sistema Único de Saúde (SUS) [internet]. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/p/pics>. Acesso em: 18 dez. 2025.
16 – Rico, G., & Cruz, F. The Role of Social Support in the Health of Older Adults: A Review of the Literature. Journal of Aging and Health. 2019. 31(4): 570-587.
17 – Creswell JW. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto / John W. Creswell; tradução Luciana de Oliveira da Rocha. – 2. ed. – Porto Alegre:
Artmed, 2007. p. 248.
18 – Bourbonnais A, Devries, A. Interpersonal Relationships in Healthcare: A Review of the Literature. Journal of Interprofessional Care. 2016; 30 (2): 229-238.