O EFEITO DO COMPRIMENTO DA MOLA DE VERTICALIZAÇÃO MOLAR NOS SISTEMAS DE FORÇAS GERADOS POR MOLAS DE NÍQUEL-TITÂNIO
DOI:
https://doi.org/10.56238/ERR01v11n1-010Palavras-chave:
Ortodontia, Biomecânica, Materiais, Forças, InclinaçãoResumo
Este estudo avaliou o sistema de forças gerado pela Mola de Titânio com Memória (Memory Titanol Spring – MTS) com diferentes comprimentos de segmento de níquel-titânio para a verticalização de molares, utilizando um testador de forças ortodônticas (Orthodontic Force Tester – OFT). As molas foram ativadas a 30° no segmento posterior (β) e divididas em quatro grupos (G0, G1, G2, G3). A conexão entre o níquel-titânio e o aço foi fixada a 0 mm, 1 mm, 2 mm e 3 mm da curvatura do tubo auxiliar do molar. Cada grupo foi composto por cinco MTS, com o segmento de aço medindo 0,017" × 0,022" e o de níquel-titânio 0,018" × 0,025". Os molares apresentaram extrusão em todos os grupos, com valores médios de -0,54 N (G0), -0,68 N (G1), -0,66 N (G2) e -0,66 N (G3). A unidade reativa anterior apresentou intrusão dos pré-molares mandibulares variando de 0,56 N (G0, G2) a 0,67 N (G3). Os momentos de verticalização (Ty) dos molares indicaram momentos distais de 17,62 N·mm (G0), 16,47 N·mm (G1), 16,58 N·mm (G2) e 14,76 N·mm (G3). Os momentos distais nos pré-molares foram de 1,49 N·mm (G0), 2,63 N·mm (G1), 2,44 N·mm (G2) e 2,42 N·mm (G3). O comprimento do segmento de níquel-titânio apresentou diferenças estatisticamente significativas. Todas as pré-ativações geraram extrusão molar e intrusão dos pré-molares em baixa intensidade. O grupo G0 mostrou-se o mais favorável para a verticalização molar. Todos os grupos apresentaram momentos distais de baixa intensidade no lado da ancoragem anterior, provavelmente subótimos.
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