MAPEAMENTO DA SUSCEPTIBILIDADE A OCORRÊNCIA DE INCÊNDIOS FLORESTAIS NA PROVÍNCIA DE NIASSA, MOÇAMBIQUE
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv15n41-007Palavras-chave:
Incêndios Florestais, Susceptibilidade, Sistema de Informação Geográfica, Mapa e Processo de Análise hierárquica (AHP)Resumo
Os incêndios florestais são um dos agentes que contribuem para a redução das florestas. Porém é fundamental saber o que condiciona e favorece a sua ocorrência, para facilitar o mapeamento das áreas susceptíveis e permitir o desenvolvimento de programas específicos para as regiões críticas. O objectivo deste estudo foi elaborar um mapa de susceptibilidade a ocorrência de incêndios florestais para a província de Niassa, utilizando o Sistema de Informação Geográfica (SIG). Com o auxílio do Software AcrGIS versão 10.8, foram produzidos mapas de susceptibilidade de incêndio referentes à declividade, encostas, altitude, proximidades de estradas, Uso e ocupação do solo, densidade demográfica e precipitação. Esses parâmetros foram integrados por uma somatória, em que através de matiz de comparação par a par usando o método de Processo de Análise Hierárquica (AHP) cada variável recebeu um peso. Os pesos obtidos foram: Uso e Ocupação do Solo (0,22), Declividade (0,15), Altitude (0,12), Orientação das Encostas (0,11), Densidade Demográfica (0,17), proximidades de Estrada (0,09) e precipitação (0,14) com uma taxa de consistência de 8%. Os resultados revelam que a susceptibilidade baixa representa uma área de 2.297,2 km2 (2%), a susceptibilidade moderada com 56.452,89 km2 (47%) as susceptibilidade elevada e muito elevada cobrem a área de 48.539,84 km2 (41%) e 8.415 km2 (10%) respectivamente. As regiões mais susceptíveis são: Cidade de Lichinga, distrito de Chimbonila, Cuamba, Mandimba, Mecanhelas e Ngauma. Desta forma pode se concluir afirmando que as variáveis seleccionadas e os pesos atribuídos bem como o método aplicado são eficientes para a elaboração do mapa de susceptibilidade a ocorrência de incêndios florestais.