ODONTOLOGIA FORENSE EM CORPOS CARBONIZADOS: RESILIÊNCIA ESTRUTURAL DE EVIDÊNCIAS DENTÁRIAS E EFICÁCIA DE PROTOCOLOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n61-003Palavras-chave:
Odontologia Legal, Identificação de Vítimas de Desastres, Materiais DentáriosResumo
Objetivo: Analisar evidências científicas sobre as alterações térmicas em dentes e materiais restauradores, discutindo a aplicabilidade dos principais protocolos periciais utilizados na identificação de corpos carbonizados. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa realizada nas bases SciELO, PubMed e LILACS, abrangendo o período de 2018 a 2024. Foram incluídos artigos experimentais, revisões e estudos de caso sobre efeitos térmicos em estruturas dentárias e restauradoras, bem como diretrizes periciais nacionais e internacionais. Resultados: A literatura evidencia que o esmalte dentário mantém integridade até cerca de 1000 °C, enquanto a dentina e o cemento sofrem degradação progressiva acima de 400 °C. Materiais metálicos, como amálgamas e pinos, apresentam maior resistência térmica em comparação a resinas compostas e cerâmicas. As alterações de coloração e integridade estrutural seguem padrões previsíveis, o que permite estimar a faixa térmica de exposição. Protocolos padronizados, como o DVI da Interpol, e a integração entre registros ante mortem e post-mortem potencializam a precisão da identificação odontológica. Considerações finais: A odontologia forense é indispensável na identificação de vítimas carbonizadas, oferecendo dados confiáveis mesmo quando outros métodos falham. A padronização de protocolos, o uso de tecnologias digitais e a criação de bancos de dados odontológicos fortalecem a atuação pericial e ampliam a eficiência dos processos de identificação humana em desastres e incêndios.
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