IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DE TRAÇOS INSENSÍVEIS E SEM EMOÇÃO: UMA REVISÃO SOBRE A NEUROBIOLOGIA E DETERMINANTES AMBIENTAIS NA PEDIATRIA
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n60-041Palavras-chave:
Transtorno de Conduta, Traços Insensíveis e Sem Emoção, Neuroimagem Funcional, Síndrome de Munchausen por Procuração, Psiquiatria NutricionalResumo
Introdução: O Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS) não é uma entidade súbita da idade adulta, mas o desfecho de uma trajetória iniciada na infância através dos Traços Insensíveis e Sem Emoção (CU). Objetivo: Analisar a convergência entre vulnerabilidades neurobiológicas, gatilhos ambientais extremos (como o Transtorno Factício Imposto a Outro) e déficits metabólicos na consolidação da agressividade crônica. Metodologia: Revisão sistemática integrativa de literatura recente (2012-2025) com foco no modelo biopsicossocial. Resultados: Os traços CU representam um divisor fenotípico de gravidade, correlacionando-se a um embotamento neural no estriado e córtex pré-frontal ventromedial. Identificou-se que traumas ambientais severos e carências nutricionais (magnésio) atuam como catalisadores da desregulação empática. Conclusão: A transição de um paradigma puramente punitivo para intervenções clínicas multidisciplinares — incluindo rastreio de biomarcadores e modulação metabólica — é imperativa para desviar a trajetória patológica antes da maioridade legal.
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