MANEJO TERAPÊUTICO DA OTITE EXTERNA EM CÃES: PROTOCOLOS DE LIMPEZA E ANTIBIOTICOTERAPIA TÓPICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n57-008Palavras-chave:
Otite Externa Canina, Manejo Terapêutico, Protocolos de Limpeza Auricular, Resistência AntimicrobianaResumo
A otite externa em cães tem alta prevalência na clínica médica veterinária, atingindo, diretamente, o bem-estar animal. O manejo terapêutico adequado é essencial para sanar tal enfermidade, sendo o tratamento tópico indispensável para os casos de otite superficial. O presente estudo teve como objetivo a revisão de literatura científica a respeito do manejo terapêutico da otite externa em cães, com enfoque em protocolos de limpeza e antibioticoterapia tópica. A metodologia adotada foi uma revisão bibliográfica narrativa, onde se analisou trabalhos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis em bases de dados eletrônicas, que abordam amplamente sobre o tema. Estes trabalhos apresentam os desafios da resistência bacteriana e fúngica a múltiplos antimicrobianos, expondo, com base em testes, quais os melhores fármacos a serem utilizados para cada caso. Além disso, os estudos analisados buscam atestar sobre a importância da limpeza do conduto auditivo e disrupção de biofilmes que inativam os antimicrobianos tópicos, destacando produtos eleitos superiores para essa função. Destaca-se, ainda, as propriedades físico-químicas das formulações otológicas e o uso de adjuvantes, como o Plasma Atmosférico Frio (CPP), demonstram impacto significativo na eficácia terapêutica. A longo prazo, deve-se entender que o sucesso no tratamento da otite externa em cães é subordinado não apenas ao controle da infecção secundária, mas também da identificação da causa base, que muitas vezes advém de dermatite atópica canina ou alergia alimentar. Para isso, deve-se instituir tratamentos que contribuam para a redução de recidivas e evitem a seleção de cepas microbianas resistentes.
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Referências
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