ANÁLISE DO PERFIL NOSOLÓGICO DE MORTALIDADE NEONATAL EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO DO OESTE PAULISTA
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n58-047Palavras-chave:
Mortalidade Neonatal, Prematuridade, Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Perfil Nosológico, Saúde NeonatalResumo
Introdução: Os Cuidados A mortalidade neonatal representa importante indicador da qualidade da assistência materno-infantil e das condições de saúde de uma população. No Brasil, apesar da redução das taxas nas últimas décadas, os óbitos neonatais ainda constituem a maior parcela da mortalidade infantil, sendo frequentemente associados à prematuridade, malformações congênitas e complicações perinatais. Objetivo: Avaliar o perfil nosológico da mortalidade neonatal na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de um hospital terciário do oeste paulista, identificando as principais causas de óbito e sua distribuição segundo sexo. Resultados: Entre 2019 e 2022 foram registradas 967 saídas hospitalares na UTIN e 100 óbitos neonatais, com aumento progressivo no período analisado. A prematuridade foi a principal causa de morte, correspondendo a 22% dos óbitos, seguida por malformações congênitas e doenças infecciosas. Observou-se predomínio do sexo masculino entre os óbitos, especialmente nos casos associados à prematuridade e ao desconforto respiratório do prematuro. Houve redução dos casos de desconforto respiratório ao longo do período e ocorrência pouco frequentes de asfixia neonatal. Discussão: Os resultados confirmam tendências descritas na literatura nacional, nas quais a prematuridade permanece como principal determinante da mortalidade neonatal. Em hospitais terciários, a maior concentração de recém-nascidos de alto risco pode contribuir para a elevação proporcional de óbitos. A predominância masculina também reflete vulnerabilidade biológica descrita em estudos epidemiológicos. Conclusão: A mortalidade neonatal na instituição estudada esteve fortemente associada à prematuridade e às complicações respiratórias. Os achados reforçam a importância do fortalecimento do pré-natal, da qualificação da assistência ao parto e do cuidado intensivo neonatal como estratégias fundamentais para redução da mortalidade neonatal.
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