MANEJO DE SUPORTE E MONITORAMENTO DE PRIMATAS NÃO HUMANOS (PNH) COM FEBRE AMARELA
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n58-017Palavras-chave:
Epizootia, Febre Amarela, Manejo, Primatas Não HumanosResumo
A febre amarela é uma doença viral aguda, causada por um arbovírus do gênero Flavivirus, que acomete humanos e primatas não humanos (PNH), desempenhando estes últimos papel fundamental na manutenção do ciclo silvestre da enfermidade. No Brasil, epizootias em PNH constituem importantes eventos sentinela para a vigilância epidemiológica, contribuindo para a detecção precoce da circulação viral e adoção de medidas de saúde pública. O manejo de suporte em primatas não humanos acometidos pela febre amarela baseia-se na estabilização clínica, controle de sintomas e monitoramento contínuo das funções vitais, uma vez que não há tratamento antiviral específico. As principais condutas incluem fluidoterapia para correção de desidratação e distúrbios eletrolíticos, controle de dor e hipertermia, suporte nutricional e monitoramento hepático e renal, considerando que a doença pode evoluir com insuficiência hepática aguda, alterações hemorrágicas e comprometimento multissistêmico. O monitoramento clínico deve abranger avaliação de parâmetros como temperatura corporal, frequência cardíaca e respiratória, estado neurológico, coloração de mucosas e presença de hemorragias. Exames laboratoriais, quando viáveis, auxiliam na avaliação da gravidade, especialmente por meio da análise de enzimas hepáticas, bilirrubinas e parâmetros hematológicos. Além disso, medidas de biossegurança são essenciais para proteção das equipes envolvidas e prevenção da disseminação do vírus. Dessa forma, o manejo de suporte e o monitoramento adequado dos PNH com febre amarela são fundamentais tanto para o bem-estar animal quanto para a vigilância sanitária, contribuindo para a redução de impactos ecológicos e para o fortalecimento das estratégias de controle da doença.
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