MANEJO TERAPÊUTICO DA ANEMIA FERROPRIVA NA INFÂNCIA: PROTOCOLOS DE REPOSIÇÃO DE FERRO E ACOMPANHAMENTO CLÍNICO
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n57-076Palavras-chave:
Anemia Ferropriva, Pediatria, Deficiência de Ferro, Saúde PúblicaResumo
A anemia ferropriva (AF) é uma doença causada pela deficiência de ferro no sangue, sendo uma condição de caráter hematológico mais prevalente na população pediátrica. A AF é um importante problema de saúde pública e clínico, especialmente para a população pediátrica, devido às dificuldades para diagnóstico precoce, adesão terapêutica e identificação de formas específicas da doença. Portanto, para o manejo terapêutico, sendo o objetivo a restauração completa dos estoques de ferro, a farmacoterapia oral com sais de ferro ferroso, como o sulfato ferroso, é a estratégia de primeira linha devido ao baixo custo e eficácia comprovada. A recomendação do ferro intravenoso mantém-se reservada para casos específicos, como intolerância, má absorção ou resposta terapêutica insatisfatória, exigindo acompanhamento para possíveis eventos adversos. Avanços diagnósticos, incluindo biomarcadores como receptor solúvel de transferrina e hepcidina sérica, têm sido discutidos como ferramentas promissoras para aprimorar a precisão diagnóstica. Estratégias preventivas, como clampeamento tardio do cordão umbilical, aleitamento materno exclusivo e fortificação alimentar, são fundamentais para a manutenção da homeostase do ferro nos primeiros anos de vida. Diante de seu impacto clínico e socioeconômico, o presente artigo teve como objetivo analisar as evidências mais atuais e relevantes sobre o manejo terapêutico da anemia ferropriva na população pediátrica, abordando aspectos fisiopatológicos, diagnósticos e terapêuticos, como também, medidas preventivas e fatores etiológicos.
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