AFOGAMENTOS GRAU 3 E 4 NO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO PARANÁ (2014–2025): AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DOS ATENDIMENTOS, CLASSIFICAÇÃO DE GRAVIDADE E PERSPECTIVAS DE MELHORIA

Autores

  • Xisto André Frazatto dos Santos Autor
  • Tiago Justino da Silva Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/ERR01v11n1-012

Palavras-chave:

Afogamento, Grau de Afogamento, Classificação do Afogamento, Salvamento Aquático, Guarda-Vidas

Resumo

O afogamento é um problema de saúde pública que decresce a cada ano, porém, o quantitativo como um todo ainda é expressivo. Na busca de melhorias no atendimento ao afogado, esta pesquisa tem por objetivo avaliar, a partir das percepções de guarda-vidas do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, como dificuldades e barreiras na verificação do pulso radial influenciam a diferenciação entre afogamentos graus 3 e 4 e as decisões de atendimento e encaminhamento das vítimas no sistema de saúde, em ocorrências registradas entre 2014 e 2025, de modo a identificar pontos críticos e subsidiar o aprimoramento dos protocolos de classificação e a condução no salvamento do afogado. Na metodologia buscou-se nos relatórios de acompanhamento de vítimas os afogamentos grau 3 e grau 4, do ano de 2014 a 2025, paralelamente com aplicação de formulários a 68 guarda-vidas dos 87 que tiveram atuação nesses atendimentos, tornando uma pesquisa observacional, descritiva, com análise quantitativa e qualitativa. Os dados alcançados passaram por um tratamento estatístico inicial e uma análise de conteúdo. Como resultados foram apontados uma quantidade baixa de óbitos entre as vítimas graus 3 e 4, mas, evidenciou insegurança no guarda-vidas ao diferenciar os graus de afogamento com base no pulso radial, sendo apontado que 36% dos envolvidos ficaram com dúvida no atendimento. Outro apontamento foram as dificuldades que influenciam nessa ação, como pulso fraco, frio, fadiga, instabilidade do ambiente e pressão de tempo. Também foram identificadas lacunas de reciclagem específica e registro falho da avaliação hemodinâmica. Conclui-se que há uma necessidade de aprimoramento de treinamentos, que se pode minimizar com simulações reais, com foco na avaliação circulatória, e uma melhor padronização nos cadastros das ocorrências das vítimas graus 3 e 4 junto ao relatório de incidente de pessoa em meio líquido (RIML), buscando uma melhor categorização desses graus de afogamento e um apoio técnico ao atendimento pré e intra-hospitalar.

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2026-01-12

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AFOGAMENTOS GRAU 3 E 4 NO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO PARANÁ (2014–2025): AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DOS ATENDIMENTOS, CLASSIFICAÇÃO DE GRAVIDADE E PERSPECTIVAS DE MELHORIA. (2026). ERR01, 11(1), e11766. https://doi.org/10.56238/ERR01v11n1-012